27 de jun. de 2008

Pense nisso

Essa semana quis fazer um post com frases engraçadas. Não encontrei nenhuma engraçada, mas encontrei um site com frases e textos da Clarice Lispector e gostei muito.

Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.

Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.

Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.

Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece.

Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

26 de jun. de 2008

O Melhor Amigo da Noiva

Não é novidade nenhuma que escolho filmes e novelas pelos artistas que participam. E depois de viciar em Grey´s Anatomy, o mínimo que eu poderia fazer era assistir o filme do McDreamy, que tinha um título ruim e um comercial e cartaz horrível. E não dava certo nunca. Ninguém queria assistir comigo e no sábado, quando fomos ao cinema, não tinha horário pra esse filme e acabamos assistindo Fim dos Tempos.

Legalzinho e só. Achei meio estranha essa história das plantas se revoltarem de repente contra a gente, mas pelo menos a idéia é diferente. E teve algumas partes que me assustaram bastante até (já que eu morro de medo de qualquer coisa) e até umas risadinhas, mas o pessoal saiu da sala inconformado de ter assistido aquele filme idiota. Eu gostei, vai.

Nessa quarta (já que quarta é dia de cinema porque é mais barato), resolvi assistir o filme que eu tanto queria. E eu fui corajosa já que o filme era dublado e nas salas velhas do Shopping Metrô Tatuapé. Estava lotado (pobre é uma desgraça, rsrs, não pode ver uma promoção) e a poltrona que sentei estava quebrada. Tinha tudo pra ser um filme muito ruim. E foi ótimo.

Esse filme é muito legal. Mesmo com a a historinha mela-cueca, até o Du gostou. A gente deu várias gargalhadas, eu chorei (meu termômetro pra saber se o filme é do meu gosto), achei que a mulher do meu lado ia ter um ataque de rir tão escandalosamente e até esqueci que era dublado, e que a poltrona era ruim. Muito divertido, recomendo!

McDreamy não me decepcionou! =) E ainda tá bem gatão, bem diferente da época de Namorada de Aluguel que eu assisti esses dias atrás na Sessão da Tarde.

Como o tempo faz bem para algumas pessoas, né?

23 de jun. de 2008

Nós

Pra ser bem sincera, não lembro do Du na faculdade quando mudei pra noite. Foi no dia 17 de outubro, mas só lembro dele a partir de uma viagem para um sítio e não me interessei não. Ele, por outro lado, diz que me achava bonita, e que lembra inclusive da primeira coisa que disse a ele já nesse passeio pro sítio (talvez porque não tenha sido uma coisa muito legal, eu disse que estava com problemas intestinais de uma maneira bem nada feminina, mas tudo bem, não estava preocupada com ele...rs).

Mais tarde fiquei sabendo que ele não era pro meu bico. Tinha namorada e já tinha muita gente interessada. Ele me adicionou no msn e começamos a conversar, principalmente porque nessa época, ele acabou com a namorada e estava muito chateado com isso. Assim foram as férias, o Du era muito legal comigo e não demonstrava interesse algum.

Quando as aulas começaram em Fevereiro de 2006, nós já estávamos bem amigos. Foi bem aí que ele começou a demonstrar certo interesse, dava umas indiretas no msn e se oferecia direto pra ir comigo até o ponto, esperava meu ônibus chegar, mas nunca disse nada, ele sabia que eu não queria, mas não desistiu. Eu tinha os meus motivos para não querer, e preferi ficar na minha.

Mais tarde, aparentemente a minha amizade com o Du passou a ser um problema pra alguns dos meus amigos e quando me vi de lado, foi justamente o Du quem quis me fazer companhia. E quando vi que os meus motivos já não me impediam de não ficar com ele, ele resolver abrir o jogo. Estávamos nas provas oficiais em junho. Ele chegou bêbado em casa, ligou o msn e falou algo do tipo "Caramba meu, o que te impede de ficar comigo?", ele contou que estava afim há muito tempo e que a gente se dava tão bem, que não tinha porque não tentar.

Hahahaha, tudo começou no dia 23 de junho e eu não sei explicar como, mas não desgrudamos desde então. Ele foi tão mágico que não teve como não se apaixonar completamente. No dia 15 assistimos O Pequeno Príncipe juntos e ele conheceu meus pais. No dia 23, um mês depois, fomos juntos ao show do Kid Abelha e soube neste dia, que ficaríamos juntos para todo o sempre.

No início das aulas ficamos um pouco sem graça, mas um professor, ao nos ver separados disse: "Vocês estão namorando, né? Parabéns, eu vi vocês dois no shopping e sabia que não tinha como vocês ficarem separados". O Du conquistou tudo. Não só eu sou apaixonada por ele como também meus primos, tios, amigos, avó e pais. Tive a sorte de encontrar um petista palmeirense e não pude perder essa oportunidade.

Nós não temos um lindo começo, com amor à primeira vista ou apaixonados desde 50 anos atrás. Ele teve que trabalhar um poquinho, rs, e nós soubemos construir uma linda história. Com as suas complicações, claro, como todo casal, briguinhas e ciúmes, mas temos um companheirismo e cumplicidade que talvez não seja tão comum assim por aí. Tantas viagens, jogos do palmeiras, horas assistindo seriados, cinemas, lugares novos pra comer, fotos, dias de faculdades, ligações, festas, tanto tudo! Agora ele está até me ensinando a dirigir descentemente...

Hoje nós completamos 2 anos de namoro. Eu nem sei como passou tão rápido, mas nós já fizemos tantas e tantas e tantas coisas juntos e nos amamos tanto, que é fácil ter a certeza que ficaremos juntos, se tudo der certo, para todo o sempre.
Te amo mais que tudo.

18 de jun. de 2008

Coisa de mulher

Poupo meus elogios para as pessoas sem nenhum motivo muito aparente. Na verdade, até penso, que roupa bonita, que brinco bonito, mas não é sempre que o pensamento sai. Também não faço muita questão que repare em mim não.

Esses dias estava lembrando da formatura e até comentei com a Taís. Não me lembro de ter recebido elogio de nenhuma outra formanda, só das minhas tias, tios, pais e primos. Eu estava é pensando como eu estava quadrilhões de vezes mais bonita do que todas elas. E acho que é exatamente isso que elas pensavam em relação a mim.

Então a gente pára, se olha, dá um grande look no vestido, repara no cabelo, vê se a maquiagem foi bem feita e pensa: "Aff, tô bem mais linda". Aí fica aquela situação meio chata, com ambas as pessoas esperando um elogio. E nada. Ainda rola um "Ah é, né, você tinha comentado que ia deixar o cabelo solto... Legal...", e pára por aí. Homem não tem essas frescuras, né?!

E justamente quando comentávamos sobre isso, a Taís falou: "Ainda bem que nossa formatura foi separada né...Porque na do Camargo que foi junta, eu estava muito mais linda que você". Não, querida, eu estava muito mais linda que você, anos-luz mais linda... Hahahhahahahaha....

Eu não disse?

15 de jun. de 2008

Sunday Musical

(Porque eu sou uma amiga legal...)

1. Colocar uma foto sua (tem q ser foto individual)... A última que tirei no aniversário da Giulianna

2. Escolher uma banda/grupo/cantor e responder somente com títulos de suas canções... Eu juro que ia ficar muito mais legal se fosse Britney Spears...rsrsrs Mas já que as perguntas são em português, escolhi Kid Abelha.
3. Escolher 8 pessoas para que façam o teste, sem esquecer de avisá-los no seu fotolog... no meu caso, blog. Então, não sobraram muitas pessoas pra eu escolher, então quem se sentir com vontade de copiar, copie! rs
1. Você é homem ou mulher? Fuga número 2.
2. Descreva-se: Eu tô tentando.
3. O que as pessoas acham de você? Apenas timidez.
4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso? Lágrimas e chuva.
5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente: A fórmula do amor.
6. Onde queria estar agora? Na rua, na chuva, na fazenda.
7. O que pensa a respeito do amor? Tudo de nós.
8. Como é sua vida? Por que não eu?
9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo? Um segundo a mais.
10. Escreva uma frase sábia: Vida de cão é chato pra cachorro.

13 de jun. de 2008

Fase Chiquititas

Eu gostei muito de Chiquititas. Gastei um dinheirão, comprei revistas, colecionei figurinhas, tinha cds, roupas, fui aos shows e ganhei promoções pra conhecer de pertinho. Me correspondia com eles como se fossem meus amigos. Recebia vááárias cartas da Argentina. Sabia as coreografias de cór e decorava as falas.

A novela começou quando eu tinha 10 anos. A novela durou uns 4 anos, mas eu não assisti tudo isso. Gostava demais de todas, mas me identificava em especial com uma delas, a Cris (Francis Helena Feliciano). A personagem se achava gordinha e vivia se apaixonando pelos meninos errados... E eu participei de uma promoção logo que teve uma reviravolta no elenco e conheci vários chiquititos recém saídos da novela, entre eles, a Cris.

Nós fomos jantar em um restaurante chiquetoso e ficamos conversando e tirando fotos. A partir daquele dia, Chiquititas perdeu o encanto. Eu assistia a novela, dançava, via os shows, mas não queria mais autógrafos e fotos com os artistas. Qual a graça? Não que a Francis tenha sido chata comigo, pelo contrário, mas ela não era a Cris.

Chiquititas foi muito importante na minha vida. E fez a tietagem acabar ali mesmo com qualquer artista. Não dou mais um centavo em uma revista. Até quis conhecer de perto a Sandy e fui em vários shows, até mais de uma vez no do Kid Abelha, mas música é a própria pessoa que está ali, né? Ator/atriz não, a gente se encanta com o personagem. Por isso que eu nem fui atrás do Guilherme Berenger (gde amor da minha vida!!! rsrsrs), Max Fercondini, Daniel de Oliveira e deve ter tido mais alguns que eu não lembro...

O que interessa é que Chiquititas talvez tenha sido um grande marco porque prolongou minha infância, o que não acontece muito com as crianças de hoje em dia (uma prima minha de 8 anos disse que brincar de boneca é chato...). Ainda sim, eu apóio, e por isso acho legal que muitas das minhas primas gostem de RBD, Floribella, High School Musical e etc. Apóio e participo, pra que elas curtam um pouquinho mais da infância como eu tive a oportunidade.

Ah! E fase Chiquititas é porque às vezes, eu ainda pego meus cds, minhas fotos e dou uma futucada pra ver se tudo continua inteiro. Aí eu escuto uma ou outra música e lembro de como era bom ser criança...
Francis Helena (Cris) e eu

Eu, Carla Díaz (Maria) e Laura Feliciano (Laurinha)

Mariane Oliva (Marian), Pierre Bittencourt (Mosca) e Guilherme ? (Guile)

12 de jun. de 2008

A pergunta da semana é...

O que você faria se encontrasse seu artista preferido?

Surgiu esse assunto no salão esses dias. Uma das clientes está trabalhando no Rio e vive no aeroporto de lá, cheio de famous people. Ela estava contando que não tem coragem, mas que tem um monte de gente que pede autógrafos e fotos. Segundo ela, só nessa semana encontrou Cléo Pires, Flávia Alessandra, Leandra Leal e Rodrigo Faro.

Eu acho que não faria nada também, só ia ficar olhando pra eles... rsrs, reparando. Massss, se eu encontrasse a Angélica, eu corria atrás dela e pulava! rs Com certeza pediria um autógrafo (pra que serve um autógrafo?) e ia tirar uma foto e colocar no orkut!!! Ah, a Sandy também. Acho que só, a Angélica é a única pessoa famosa que morro de vontade de conhecer pessoalmente, já que ela me fez companhia durante toda a infância!


(Super romântico meu post no dia dos namorados, né? É que quando eu falei feliz dia dos namorados pro meu, ele disse "ah é, né? feliz dia dos namorados...", então eu revoltei.)

8 de jun. de 2008

Amigas

(Porque eu estou em uma fase Chiquititas da vida, mas isso fica pro outro post...)

Não há memória onde não apareçam
E nem lembranças em que elas não estejam
Tanto nos dias tristes e felizes
Foi com elas que eu ri e chorei

Se estou longe as sinto por perto
Nunca ninguém vai nos separar
Elas guardam todos meus segredos
É um tesouro a nossa amizade

Amigas, amigas
Companheiras da minha vida
Amigas, com vocês eu inventei
Um mundo de carinho a dividir com vocês
Amigas
As melhores que sonhei
Amigas, amigas
Presentes da minha vida
Amigas, com vocês eu aprendi
Que juntas jamais seremos vencidas, amigas

Amigas para sempre


Vocês nem tem idéia das coisas sobre as quais conversamos quando tiramos essa foto aí... hahahaha...

5 de jun. de 2008

Dia daqueles...

Hoje estou feia. Parecendo umas dessas bruxas que andam por aí com três narizes cheinhos de verrugas cabeludas. Meu cabelo está sem jeito, me arrependo de ter cortado, queria ele comprido e agora está nesse meio-termo que enrosca no pescoço. Minhas roupas não servem mais, também, que roupas aguentam 5 novos kilos a cada dia? Não estou mais indo pra academia e já me sinto flácida. Não que estivesse adiantando a academia, mas agora estou bemmm mais gorda.

Meus pais, definitivamente não me amam mais. Minha mãe esqueceu de me contar que foi visitar a neném da Solange e eu fiquei extremamente magoada com isso. E eles esquecem o tempo todo que eu não como pão e ela faz bife com tomate (tenho nojinho!), sinal de que perderam toda a consideração pela minha pessoa. Ontem, quando eu disse que não queria o purê, eu não queria mesmo. Só comi porque estava com muita fome (e porque preciso manter os 5 novos kilos).

Eu e o Du estamos pra terminar. Ele definitivamente não gosta mais de mim. Quando liguei pra ele e caiu na segunda linha, tenho certeza que ele tava falando com alguma outra e não quis me atender. Ele também gosta mais da tv nova do que de mim e isso é o fim. Ele tem sido indiferente em todas as novas conversas e eu sinto um vazio dentro de mim que não tem como preencher.

A Taís também não é mais minha amiga. Ela não quis me atender no telefone hoje. Pediu até pra avó dar a desculpa de que ela dormiu porque estava com dor de cabeça, mas eu sei a verdade.

Quis que a velhinha explodisse hoje quando ela pediu meu lugar no ônibus. Eu não queria dar! Dei de mal gosto. Fiquei irritada também com o motorista do ônibus quando ele deixou uma mulher mendiga entrar pela porta de trás, já estava apertado, ela estava fedida e eu tinha acabado de perder meu lugar. Se ele quer fazer boa ação, que fique perto dela! Aí pensei como a vida é injusta comigo, como eu não tenho amigos e como sou imprestável.

Chorei assistindo Malhação. Cúmulo, eu sei. Mas foi emocionante! Quando o Gustavo cantou a música no festival que ele escreveu pra Angelina eu não contive as lágrimas. Elas foram confundidas com uma gigante gargalhada logo depois que a Yasmim fez alguma piada tosca que eu normalmente acho engraçadinha mas não chego nem a sorrir.

Agora sim vocês sabem como é uma mulher no auge da TPM. Logo passa, e eu desacho tudo que estou achando.

3 de jun. de 2008

Eu não vou me acostumar...

Não vou mesmo. Tem coisas que a gente não acostuma nunca. Por exemplo, acordar cedo. Eu faço isso desde a quinta série, mas eu não me acostumei ainda. Fico sonolenta a manhã toda, meio lerdinha, e quando chega o domingo, eu durmo até tarde, não tem essa de "estou acostumada a acordar cedo".

Outra coisa que não vou me acostumar é com a minha avó. Ela era ativa, cozinhava tão bem, como assim agora ela fica resmungando na cama e se recusa a dobrar as pernas pra sentar no banheiro e fazer xixi? Não é nem justo... Minha mãe pode fazer quantos feijões com escarola ela quiser, e minha tia as porpetas, nenhuma tem o gosto das da minha avó.

A morte é outra que não tem jeito. Quando abro sem querer um arquivo no hospital dizendo "tal pessoa chegou com tais problemas e foi à óbito às tal horas do dia tal", eu fico profundamente triste e penso como deve ter sido chato, como não deve estar a família, se foi recente ou não...

Pior que a morte, acho mais difícil ainda ver alguém que está muito mal e não poder fazer nada. Ler os posts, não saber o que comentar mais, não saber o que falar em uma ligação, não saber o que fazer pra ajudar porque sei que não vai diminuir em nada a dor. Não consigo me acostumar, não sei o que fazer. A situação é tão nova. Tem coisas que, de verdade, precisam de muito mais que anos pra que a gente get used to it...

2 de jun. de 2008

A pergunta da semana é...

Você luta pelo que realmente quer?

Tudo bem que arianos nem sempre jogam limpo, mas admiro um pouquinho o quanto são determinados e lutam pelo que querem.

Eu confesso que apesar de querer muito algumas coisas, nem sempre brigo por elas o quanto deveria. Às vezes penso até que se eu fosse mais esforçada ou menos preguiçosa, alcançaria mais meus objetivos. Por não conseguir, acho que apesar de estar fazendo tudo que posso, parece que não estou me esforçando o suficiente, se não deu certo, é porque eu deveria ter brigado mais.

Aí repenso. Eu deveria ter brigado mais ou é apenas meu superego me cobrando mais? Acontece que eu acho que eu não dou o máximo de mim pra conquistar as coisas que quero de verdade.

31 de mai. de 2008

O caso do velho

Aconteceu sexta-feira no metrô. Depois da normal confusão de entrada na Sé sentido Corinthians-Itaquera, às 2 horas da tarde (não é pico, mas está sempre cheio), um senhor em pé, bem idoso, com aparelho de audição e todos os fios brancos começou a gritar com um jovem que estava sentado no banco reservado: "Você é um idiota sem educação, um besta, um sujo, eu vou meter a mão na sua cara" e blá blá blá.

O rapaz sentado apenas dizia "bate então". E o velho revoltado: "você acha que eu não tenho coragem??? Você vai ver quando a gente sair daqui, eu vou quebrar a sua cara". A cena era ridícula, o velho estava para ter um ataque. Aí então, em voz alta, ele começou a explicar o acontecido. Disse que pediu pro menino dar lugar pra senhora com a criança no colo, e que o menino achou ruim. Então, ele pediu desculpas com um tapinha nas costas e o menino mandou não encostar. Foi aí que começou a confusão. E o velho voltou a gritar com o menino.

"Você sabe que esse banco é pra idoso ou mulher com criança no colo?", perguntou o velho. A resposta foi "eu sei dos meus direitos, senhor". "Não vai me dizer que você é aleijado?!". Nessa hora, o menino que estava sentado com um guarda-chuva entre as pernas, sentou o guarda-chuva na cabeça do velho e a confusão começou. Todo mundo começou a xingar o menino, ficaram do lado do velho e me falaram pra segurar a porta, coisa que não consegui. A mulher então quebrou o "alerta" de segurança e assim que parou no Brás, os guardas já estavam lá.

O velho se sentindo com a razão, apoiado por todos foi em direção ao guarda. E o povo apontava "é ele o rapaz". O guarda falou então pro rapaz sair do metrô e quando ele saiu, pra surpresa geral, ele tinha problema na perna sim e por isso, tinha direito sim de se sentar no banco reservado sem ter que ficar dando maiores explicações pro velho. As portas do metrô se fecharam e o caso ficou pra trás, mas agora os comentários eram outros. Todos diziam como o velho era intrometido, que ele estava errado e blá blá blá.

Moral da história? Se cada um cuidasse da sua própria vida, ah como seria bom...

29 de mai. de 2008

Como se fosse a primeira vez

Acho que todo dia 1 sempre será como se fosse a primeira vez...

E justamente na semana em que completaria 1 ano em casa, arrumei um estágio. Lá onde faço curso, eles fazem no mesmo dia uma prova de conhecimentos específicos e uma outra sem noção do tipo "O que você faria no seu primeiro dia de estágio". Aí, eles classificam as pessoas e encaminham para as vagas de estágio conforme elas vão aparecendo. Imaginem o quanto não fiquei surpresa quando fui chamada, a segunda ou terceira da minha turma (são três turmas).

Como as coisas costumam ser mais difíceis pra mim (o que tende a mudar, pois estou seguindo os conselhos da minha mãe de ser mais positiva!), o lugar para o qual fui encaminhada precisava de entrevista. Das cinco meninas enviadas, ficariam três. Eu tive umas crises de ansiedade que levou ao post aí de baixo, mas felizmente eu fui escolhida. Nova crise que me fez parar no médico com febre e dor de garganta, mas hoje comecei meu estágio, finalmente!\o/

Estou estagiando no Regulatório da Pesquisa Clínica do Hospital do Câncer. É por um curto período de tempo, mais mesmo pra gente ter uma prática na área e eu estou muito feliz =). Primeiro dia é sempre primeiro dia, né? A gente não sabe direito o que falar, o que fazer, pra onde olhar, mas acho que deu tudo certinho. Quem vê pensa que eu nunca trabalhei em outro lugar, é quase como se eu já não tivesse tido outros 3 primeiros dias em outras empresas....

E eu sei que é só um passinho, mas o começo é assim mesmo, pelo menos já é alguma coisa. Como disse, estou feliz!

27 de mai. de 2008

Vai um pouquinho de ansiedade aí?

Minha mãe conta que fui é bem preguiçosa pra sair da barriga, mas desde que me entendo por gente, tenho pressa. Pode até ser por causa do signo, aquarianos costumam ser pra frentex, mas eu acho que sou só eu mesmo.

Balanço as pernas o tempo todo, já contei isso aqui, e acho que é uma tentativa de apressar o tempo, fazer o relógio andar mais rápido. Não resolve, mas sempre sofro pra que as coisas cheguem rápido, que passem logo e isso atrapalha, porque nem sempre curto tudo que dá.

Quando era pequenininha, sofria com os passeios da escola. Na semana, eu tinha febre, passava mal de tanta ansiedade e quase não acreditava quando realmente chegava. Achei que com o passar do tempo me acostumaria com novidades e seria diferente, minha mãe mesmo falava isso pra mim. Como eu estava enganada...

Acho que hoje em dia é pior. São as entrevistas, provas e concursos, festas gigantes, pessoas pra conhecer, coisas pra mostrar. Eu tenho não só a febre, o mal-estar, como dor de barriga dias antes de acontecer o que tem que acontecer. Parece que é o primeiro-beijo, todas as vezes que tem alguma nova situação pra passar.

Como eu disse, não sei se é o signo, se sou eu mesma e se um dia passa. Sei que estou disposta a dividir minha ansiedade com quem quiser! É muito só pra mim =/ Não quero nem ver, quando eu for casar, vou passar a semana inteira no banheiro, depois passar em um hospital pra hidratação e só depois tem casório...

26 de mai. de 2008

Tem lembrancinha?

Quem não gosta de uma boa lembrancinha??? Eu aceito qualquer uma! Pode ser de casamento, noivado, bodas de ouro, chá de bebê, nascimento, realmente não importa. O que importa é que seja bonitinha e útil!

Sempre lembro de pegar uma lembrancinha no final das festas. Tem umas super úteis. Desde uma caixinha de madeira que está atualmente na moda, até os imãs de geladeira que uso no quadro de fotos. Pode ser um porta-lembrete, pode ser um pesinho de papel feito de biscuit, eu topo.

Foto é uma lembrancinha que não conta muito... A gente não tem muito o que fazer com ela, ainda mais porque é dos outros e acaba sendo perdida em algum álbum da família. Os buffets que têm inovado pra caramba ultimamente, como sempre consigo uma lembracinha na festas das crianças, tenho, por exemplo, a bola do "Território da Alegria" e o copo do "Happy Kids". Abaixo a sacolinha surpresa! Abaixo a sacolinha surpresa! Só tem porcarias e coisas engordantes.

Melhor que lembrancinhas, são os brindes em feiras e eventos. Por favor, me dêem sacolas, quanto mais, melhor! Eu adoro ganhar aquele monte de papel que eu nunca vou usar pra nada. Depois, conto a quantidade de canetas (brinde mais comum) que adquiri pelos corredores e às vezes, tem até uns brindes extras, como uma garrafinha de água ou um termômetro do humor.

Dá uma olhada na última que ganhei. É do casamento de uma cliente da minha mãe. Mesmo não indo no casamento, como a gente participou do dia dela, ela trouxe uma lembrancinha pra cada uma.


Não é lindinho? Como não se apaixonar por uma lembrancinha???

22 de mai. de 2008

Família Costa

Quanto eu era pequena, minhas primas falavam que eu não era prima delas porque o nosso sobrenome era diferente. Eu ficava triste e falei até pro meu pai que odiava ser uma Lepore. Minhas primas eram Costa, como a minha mãe e eu não era nem filha da minha mãe e nem parente das minhas primas e tias preferidas.

É que a família Costa é assim, todo mundo é maluco. Eles são divertidos, engraçados, companheiros e principalmente unidos. Toda família tem seu lado meio obscuro, mas de uma maneira ou de outra, essa aqui se sai muito bem de todas essas enrascadas. Também, são 9 irmãos, 9 cunhados, uns 20 filhos, com 2 já casados e com mais 4 filhos.

Acho que o principal para saber o quanto uma família é unida, é permanecer unida mesmo quando não há mais base. Meu avô eu nem conheci. Minha avó se foi há 4 anos. E a gente ainda vai na "casa da vó " pra fazer churrascos, festas e encontros, mesmo que ela seja agora apenas de um dos tios. É assim que a gente está acostumado a chamar e querendo ou não, lá continua sendo o cantinho mais aconchegante para encontrar a turma.

Já a família do meu pai, os Lepore, não são nada unidos. Desde o falecimento do meu avô há 2 anos, eles não quiseram saber de mais nada. Não tem mais Natal, não tem mais Sexta Santa, não tem mais nada. Nem a minha avó foi suficiente pra manter a família unida. Acho que por isso, desde pequenininha eu quis ser Costa. Já sentia as vibrações malignas...

Eu não sou parenta de nome da Julie Costa Silva ou da Gabriela Cristine Costa. Mas minhas tias casaram com uns italianos chatos que nem meu pai e também não colocaram o Costa. E apesar de também não ser parenta de nome da Bruna Caputto e nem da Giuliana Pandolfi, nós somos bem no fundinho todas um poquinho de Costa.

E seja bem-vindo à família Costa, Pedro Henrique Caputto, você caiu no mundo na família certa!

19 de mai. de 2008

Ela

Eu esperei a ocasião certa. Achei que talvez no Natal, já que somos tão natalinas, em algum dia dezoito à 1:22, ou até mesmo no aniversário dela. Mas aí, todas as vezes que sentava pra escrever eu pensava que seria muito óbvio um post assim, por exemplo, no aniversário. Eu queria mais, queria retribuir aquele post, mas não sabia como.

Percebi que não precisa de datas especiais para isso. Era só sentar aqui e escrever... Mas escrever o quê?

Eu não sei se vem de outras vidas, se vem da nossa boa vontade, naturalidade ou sei lá o que.

Quando conheci a Taís, eu não achei que passaria daquela aula da Patrícia. Achei que ela tinha muitas pintinhas no rosto e ela foi antipática comigo na hora do intervalo. Lembro tão bem do primeiro dia de aula e da primeira vez que nos encontramos no ônibus, mas não lembro como essa amizade se desenvolveu. Ela era chatinha, falava que gostava do Rrós (sério, não Ross, Rrós) de Friends, tinha o cabelo vermelho (eu já falei o quanto eu não gosto de pessoas com os cabelos vermelhos?) e pagava um pau pro primo (absurdo!). Sei que não sou o extremo da socialização (e nem ela) e a gente se dava bem.

Combinamos de ir ao shopping pra assistir algum filme que nem lembro e acabamos ficando o dia inteirinho lá. Sentamos em um banco e encontramos defeitos em cada ser humano que passava na nossa frente. Pronto. Viramos melhore amigas. Desde então, nós grudamos. Eu encontrei finalmente, a irmã que eu nunca tive.

Ela estava sempre aqui em casa, passava férias e mais férias aqui. Tivemos nossos blogs juntas (e ela sempre dizia o quanto nossa amizade estava no fim), foram incontáveis idas ao cinema, playcenter em todos os aniversários, muitas festas, baladas, viagens, filmes, shows, até nossos namorados eram amigos. A gente tinha o cabelo igual, tamanos diferentes (tá, continua assim). Teve épocas de eu chegar sozinha no Camargo e perguntarem "Cindy, cade sua outra metade?" e vice-versa. Lá também dividiamos as matérias, português, história e geografia com ela. Química, física e biologia comigo.

E ela liga aqui em casa em qualquer hora (como acabou de fazer agora!), não importa se é 6 da manhã ou 11:42 da noite. Minha mãe me acordava de manhã e ligava pra acordá-la nas épocas do Camargo (pra ela não perder o ônibus). E principalmente, apesar de tantas coisas juntas, descobri com ela que seu melhor amigo e você podem fazer tudo, ou nada e ainda sim, terem bons momentos juntos.

Shakespeare tá velho, eu sei. Mas tem uma frase dele em todos os cartões que ela me deu, seja de natal ou aniversário. Tem nas infinitas cartas também. Ela se fez importante em cada pedacinho por onde esteve. Ela é sobrinha das minhas tias, prima dos meus primos e filha dos meus pais. Eu falei errado, ela não é a irmã que eu nunca tive, é a única irmã que eu tenho.

Sabe, não importa a porrada de coisas que somos diferentes. Nem o outro tanto que somos tão parecidas. O que importa é que eu sei quando ela não está a fim de conversar, e ela sabe quando eu estou de mau humor. Importa que a gente discute nossas diferenças e depois divide um chocolate como se nada tivesse acontecido, eu fico com a parte branca e ela com a preta e nós sabemos que isso nunca vai mudar, mas isso não incomoda, porque somos felizes assim.

Hoje ela estava estranha comigo. Eu achei que realmente era o fim da nossa amizade. Deixei um scrap brava! Tirando os fins de semana, ela nunca fica sem me deixar um scrap. Aí eu sentei aqui e comecei a escrever o post. O telefone tocou (23:18) e era ela.
"Alô?!?!?!?!"
"Oiiiiiiiiiiiii, tudo bem???"
"Tudo, seu telefone mudou, não reconheci o número"
"Ah é, nem sabia..."


E viveram felizes até acharem de novo que era o fim da amizade...


Em alguma aula da Tânia em 2003

18 de mai. de 2008

A pergunta da semana é...

Como você está hoje? Auditivo, visual ou cinestésico?

Lembrei de uma palestra realizada pelo Marcelo Brotti ainda nas épocas de Camargo. Ele descreveu os três aí de cima de uma maneira bem divertida e nos deu um teste. Eu nem entendi na época direito, achei que ou você era um, ou outro, ou outro.

Pesquisando na net sobre Programação Neurolinguística, percebi que não, que você "está" uma coisa ou outra e o mais aconselhável é trabalhar os outros sentidos, para que todos estejam bem desenvolvidos.

Este foi o único teste que encontrei: http://somostodosum.ig.com.br/testes/pnl/exercicio1.asp

Procurem mais coisas sobre isso! É interessante!

Últimamente, os resultados pra mim tem dado uma porcentagem significantemente maior pro lado "cinestésico".

16 de mai. de 2008

Post especial nº100 - Curiosidades

10 Peculiaridades
-Não sou amiga de pessoas que respiram "chiando"
-Enxugo os braços, rosto e a parte da frente do corpo com o chuveiro ainda ligado, com a água caindo nas costas pra ficar quentinho
-Procuro o vestido de noiva perfeito desde uns... 10 anos de idade
-Sempre choro no meu último dia de TPM (aí sei que a TPM está no fim)
-Durmo sem meias e com os pés procurando um cantinho gelado da cama não importa o frio
-Minhas pernas são tortas, em X
-Pego orelha de qualquer um que estiver do meu lado se me der vontade ou se eu estiver com soninho (quando estou lavando os cabelos das clientes da minha mãe, abuso das orelhas delas)
-Balanço as pernas o tempo todo (TODO) e se me manda parar, dura uns 3 minutos
-Não divido comida (não me peça e se eu oferecer não aceite, é por educação)
-Quando ouço música no metrô sempre fica cantando junto, baixinho e com medo que o fone tenha desconectado um pouquinho e que as pessoas também estajam ouvindo altão

10 Maiores medos
-Perder meus pais
-Ficar louca de vez
-Não conseguir um emprego nunca mais
-Não poder ter filhos
-Ver alguém que já morreu
-Ser enterrada viva
-Perder o Du por algum momento idiota de TPM
-Nunca viajar pros lugares e países que quero conhecer
-Não me casar
-Não conseguir comprar um casa

10 Músicas mais ouvidas ultimamente
-Um minuto para o fim do mundo - CPM22
-Way back into love - Hugh Grant & Drew Barrymore
-Tudo por você - Sandy
-Sapato velho - Roupa Nova
-American pie - Madonna
-Pode chorar - Geração vanera
-I get knocked down - Smash Mouth
-Sugar sugar - The Archies
-You´re still the one - Shania Twain
-A little respect - Erasure

10 Seriados que acabei viciando
-Friends
-That´s ´70s Show
-Charmed
-Lost
-Grey´s Anatomy
-Popular
-Desperate Housewives
-Party of Five
-America´s Next Top Model
-Smallville

10 Comidas que me fazem sorrir
-Pãozinho quentinho com manteiga
-Morango com chocolate
-Bacalhau com purê de batata, requeijão, catupiry e cheddar
-Ribs do Outback
-Macarrão parafuso à bolonhesa
-Nescauball ou Estrelitas em qualquer hora do dia
-Bife à milanesa com batata frita
-Sorvete (daqueles americanos) sabor rosa
-Leitinho com chocolate (e orelha)
-Pão de queijo

10 Histórias que só comigo mesmo
-Ana Carla contou pro menino que eu gostava dele na terceira série e ele veio no meio do recreio e falou "eu não gosto de você" na frente de todas as minhas amigas
-Uma menina dividiu um namorado comigo sem eu saber e ainda achava que tinha razão
-Me declarei pra um idiota na oitava série e como ele era do segundo colegial ele disse que era coisa de criança, mas que ia passar logo (agora ele baba, baby, porque eu fiquei bonita, mas ele continua feio)
-Vinte por cento dos meninos que beijei descobriram-se homossexuais um tempo depois
-Fui uma vez com um menino no cinema e no único beijo que ele me deu, todo mundo riu do filme e ele disse "que droga! a gente perdeu"
-Meu (na época) melhor amigo quis me levar pro banheiro pra provar que era homem depois de umas fofocas (o que lógico não aconteceu e por sinal, acho que ele não é mais homem)
-Um ex-namorado não quis ir comigo no cinema com a desculpa de que não queria que minha melhor amiga fosse junto, mas depois descobri que era porque ele tinha prometido ir na casa da outra naquele dia e ela tinha ficado muito brava com ele
-Quando conheci meu sogro, ele me chamou pelo nome da ex-namorada do meu namorado
-Uma vez me aprumei toda porque ia pra uma festa que tinha "alguém" especial e ele estava bêbado, drogado e beijando outra (depois desse dia ele nunca mais olhou na minha cara)
-Um ex-namorado idiota me falou pra não ver ele mais de rabo-de-cavalo porque eu ficava feia... FEIA - quem fala isso pra namorada?

10 Coisas das quais não me orgulho
-Assisto Malhação
-Ouço Tupi FM mesmo quando meu pai não está no carro
-Danço Rebeldes com as minha primas
-Danço Floribella também...
-Rouge também... Tá bom, pra dançar Rouge não preciso das minha primas, toca na balada e eu danço. Se não toca eu encaixo o passinho do "Assereje...Rá... Derrre..."
-Ganho Kinder Ovo na Páscoa e me divirto com a surpresa
-Sou louca pela Angélica desde os meus 5 anos, quando ganhei o disco e aprendi a dançar "Pare, mãos ao alto, é um assalto eu quero roubar seu coração"
-Durmo com a minha mãe quando dá vontade
-Não sei andar de bicicleta e acho quase improvável que eu aprenda um dia
-Uso colônia "Mamãe e Bebê" todos os dias, mesmo por cima de outro perfume

10 Coisas que eu queria fazer(, mas... - ainda... - e vai dar certo... -, mas deixa pra lá... - ,mas tenho preguiça... - , mas não tenho coragem...)
-Ballet
-Faculdade de Marketing
-Curso de Italiano
-Licenciatura
-Faculdade de Pedagogia
-Faculdade de Medicina
-Faculdade de Turismo
-Regime
-Dança de salão
-Faculdade de Veterinária

10 Momentos inesquecíveis
-Quando passei no Camargo Aranha
-Minha festa de quinze anos
-Show do Kid Abelha com o Du
-Quando tive dor de ouvido na aula de matemática do cursinho
-Quando fiquei sabendo do meu avô
-As formaturas
-Quando nos despedimos do Alexandre e da Amanda em frente ao Trianon e ele perguntou se estávamos de carro
-Quando resolvi que não faria mais nenhuma das minhas manias e voltei pra casa de ônibus chorando, olhando pro chão
-O dia que minha mãe caiu na rua e machucou o joelho voltando do mercado
-Quando meu cachorro morreu

10 Fotos que mais gosto

14 de mai. de 2008

Ch-ch-ch-ch-changessss

Quem gosta de mudanças põe o dedo aqui, que já vai fechar!

Não gosto de mudaças. Acho que é normal, né? Grande parte das pessoas não gostam de mudanças... Ou até gosto de mudanças, vai, mas demoro pra me acostumar com elas.

Tava vendo pelo Orkut, eu odiei esse negócio de por mais que 12 fotos. E depois mais álbuns... Mas agora, que legal, né? Dá pra colocar bem mais fotos, bem mais momentos e tal. Demorei pra participar da coisa, mas criei meu segundo álbum, bacana.

Estamos acostumados no curso a ter aula com a Greyce. Toda vez que vem alguém de fora dar uma aula especial, a gente fala mal na hora do lanche. Hoje até comentei "mas a gente não gosta de mudanças mesmo, né?", mas aí o pessoal desconversou e disse que "aquele lá da semana passada era legal". Mas a gente criticou ele na semana passada.

Eu tenho uma certa dificuldade pra me adaptar a mudanças. Eu reclamava da empregada aqui em casa (porque meu negócio é reclamar), aí ela precisou sair e outra veio no lugar. Odeio essa outra (num disse?), e eu fico falando como a de antes era bem melhor...

Eu sou resistente, mas mudo. Às vezes não tem muito o que fazer, melhor se adaptar. Mudança é bom, não é? Nem sempre é pra pior, às vezes é pra melhor. Ruim é não poder voltar atrás... Ou ser forçado a mudar. Eu queria mudar. Acho que preciso de uma grande mudança.

13 de mai. de 2008

2.16 - It's The End Of The World

Para se interessar por um bom seriado de comédia, basta conhecer os personagens principais. Não precisa saber a sequência da história e os episódios podem ser assistidos de forma aleatória, dificilmente não renderá boas risadas. Outros seriados, de drama por exemplo, é um pouco mais difícil acompanhar. Tem que entender um pouquinho da história que ronda os personagens principais. Aí você fica meio perdido no começo, mas logo depois se encaixa na história.

Hoje eu vim mesmo falar de um seriado em especial. Estava fazendo um trabalho no computador e coloquei na Sony porque aparentemente, estava passando alguma coisa dublada e eu não aguentava mais ouvir sobre o caso Isabella. Já era meio dia e vinte e cinco e meu trabalho simplesmente teve que esperar. O que passava na tv me chamou muita atenção.

Era um hospital e tinha muita confusão. Uma menina estava segurando uma bomba dentro do corpo do cara, aberto. Ela não podia soltar porque não podia mexer a bomba. Chama o esquadrão anti-bomba, evacua o hospital. Uma loirinha super divertida agarrou o amigo dela e foi pra salinha aproveitar seus últimos momentos. A japa estava em cirurgia de um doutor que, contrariando as ordens do chefe, não parou a cirurgia que era no marido de uma outra médica.

Essa outra média estava pra ter bebê e contava com a ajuda de um interno. A principal, Meredith Grey, nos últimos minutos do episódio, vai até a menina que está segurando a bomba para dar um apoio moral. A menina não aguenta e tira a mão. Sem se dar conta do que está fazendo, Meredith coloca a mão no lugar da mão da menina. E Bang! O episódio acaba. Eu não me aguentei de curiosidade. Tive que assistir no dia seguinte pra ver o que ia acontecer com a bomba. E desde então, assisti todos os dias, em diversos horários, na tv, no computador, temporadas diferentes.

Eu me apaixonei por Grey´s Anatomy. Este primeiro episódio que assisti é o 2.16 - It's The End Of The World. Já está na quarta temporada! Como eu perdi tudo isso todo esse tempo? Não tem um personagem que não seja fantástico nessa série. Até esses médicos arrogantes são demais. Comparações a parte (tanto porque eu também gosto de ER), eu nunca me interessei tanto por ER como me interessei por Grey´s Anatomy, já que o assunto é (quase) o mesmo. Assistam! É... fantástico!

12 de mai. de 2008

Números

Tenho uma certa coisa com números. Não entendo bulhufas de numerologia, mas sempre tento fazer combinandinhos diferentes com números pra achar legal. Minha mãe é cheia de história, diz que a soma do meu aniversário dá 3 e que isso significa num sei o quê, mas eu estou em um ano 6 e que por causa disso blá blá blá (Whiska sachê) blá blá blá... Eu não sei se acredito, às vezes sim, às vezes não...
Não que seja uma paranóia tipo do filme "23", mas vou contar umas histórias numéricas:

3 - Tinha umas manias relacionadas ao três. Fui parar na psicóloga (sou louca, já disse, corra enquanto há tempo). Ela me perguntou por que o número 3. E eu nunca tinha me feito essa pergunta. Quando ela perguntou, veio que nem um negócio em alta velocidade do fundo da minha mente, meus pais em crise, eu com 6 anos e minha professora da primeira série falando pra minha mãe "A primeira passa, a segunda também, mas a terceira é definitiva". Pronto, coloquei na cabeça que o 3 era o número perfeito. Pra ficar bom, tinha que fazer 3 vezes. Agora superei essa loucura.

18 e 14+1 - Os meninos do Camargo "inseriram" essa loucura na nossa mente (minha e da Taís). Por causa do RPG, eu acho. Ele idolatravam o "Todo poderoso 18" e nem mencionavam o tal do 14+1. E assim vivemos anos, com "Feliz dia 18" (até hoje, vai...), "Feliz 18:18", "Se o 18 quiser", somávamos os números e encontrávamos 18 em tudo que é lugar. O 18 é do bem, o 15 é do mal (15 não! não podia falar 15, é 14+1). Me sinto até boba escrevendo isso, parece tão sem sentido, mas era tão normal pra gente. Feliz dia 18!

1:22 - Meu relógio do quarto com a cara da Minnie parou nessa hora, exatamente. E eu e a Taís, muito cabeçudas, brincávamos que dentro do meu quarto não existia hora, o tempo não passava. E eu tenho essa sensação, aqui dentro é sempre 1:22. No nosso antigo blog na época, pode conferir, o horário de todos os posts é 1:22. E por sinal, por que não "Feliz 1:22"?

8 de mai. de 2008

Profissões que não combinam comigo

Carteiro
Andar, andar e andar pra caramba? Não é pra mim. Eu cansaria no meio do segundo quarteirão. Ainda mais carregando um peso danado. Tenho boas lembranças do carteiro aqui. É o mesmo desde que me entendo por gente e ele já me trouxe muitas alegrias como as cartas das Chiquititas, da Marisa, da Luiza, mas agora ele só me tráz contas de celular, então eu quase que odeio ele. Mas admiro seu trabalho e esforço, porque eu desidrataria nos primeiros 100 metros.

Vendedor de loja de Surf
Hahaha, imagina a cena. Entra aquela "magrinha" que tem uma baita bóia em volta da barriga. Mas ela se acha a gostosérrima. Ela pede duas miniblusinhas (dessas que deixam o panceps pra fora) e me pergunta qual eu gostei mais. O que eu respondo??? Tá horrível, vai fazer uma lipo? Não ia dar certo mesmo... Se ela comprasse a blusinha sem perguntar minha opinião, eu ia atrás dela onde quer que fosse pra falar que ela está horrível. Geralmente, frequentadores dessas lojas são tchornes e sem noção e eu não ia aguentar ver tanta coisa feia.

Professor de História
Na verdade, quis dizer que jamais faria História, é que eu não sei qual o nome de uma pessoa que faz História. Eu tenho um sentimento horrível por essa matéria despresível. Nunca aprendi nada e o que decorei para as provas, esqueci. Sou meio perdida quanto a governos, guerras, revoluções, quem brigou com quem e porquê, eu definitivamente jamais faria História. No ginásio o professor mandava a gente decorar 15 perguntas e dessas, 10 caiam na prova. No colegial, esperava o pessoal de outra sala fazer e decorava as respostas. No cursinho, o professor me fez parar na terapia.

Dentista
Tá bom que eu teria coragem de colocar uma furadeira na boca de alguém. NUNCA. Eu fico num suador incontrolável na sala de espera do dentista. O cheiro me dá náuseas. Eu tenho aflição de todos (TODOS) os materiais que eles usam, desde o sugador de baba, passando pela mini-furadeira, a luz azul, até aquele espelhinho. Fora que eu ia ficar com muito nojo de por a minha cara na boca das pessoas e ficar vendo aquela língua estranha (eu nunca sei o que fazer com a língua quando estou sentada na cadeira do mal).

Modelo
Tá, eu sei que com a boa forma física que tenho, as calças 36 ficariam entaladas na batata da perna, mas não é só isso que faz de mim o oposto de uma modelo. Não sei andar sem olhar pro chão, me desequilibro em cima do salto, não tenho olhar penetrante e ia chorar todos os dias com qualquer comentário. Esse pessoal é muito julgado e criticado. Eu posso segurar a onda e tentar melhorar com críticas, mas ouvir que meu cabelo tá feio ou que tô gordinha faz meu dia desabar. Não saberia lidar... =/

Meu medo.

Cada um é único e diferente de todos os outros. Acho que a gente escolhe uma base que serve para tudo que fazemos na vida. Princípios? Destino? Eu não sei. Dá pra mudar? Eu também não sei. Sei que essas diferenças fazem justamentes mães, diretores de multinacionais, catadores de lixo, caixas de lojas de shoppings e por aí vai.

Tem gente que usa a alegria de base. Tem gente que é o pessimismo, outros o otimismo. Pra alguns a atitude, outros o coração. E eu, infelizmente, escolhi o medo. Não faço nada, absolutamente nada sem ter medo.

Eu tenho medo de conseguir e não mostrar que sou capaz. Tenho medo de não conseguir e antes mesmo de tudo começar ser uma derrotada. Tenho medo de não dar certo na vida e tenho medo de arriscar qualquer coisa. Tenho medo de ir na padaria. Tenho medo de barata. Tenho medo de me olhar no espelho e de repente, começar a derreter a minha imagem, ou sei lá o que pode estar dentro do espelho. Se tá todo mundo dormindo, eu não escovo os dentes olhando pro espelho, tenho medo.

Tenho medo de perder a minha mãe e me afasto dela, pois seria mais fácil se não tivéssemos tanto contato. Às vezes, penso que se eu perder a minha mãe é melhor termos vivido intensamente, então deito com ela e abraço como se fosse o último abraço. Que loucura essa minha, só uma tremenda fatalidade tiraria minha mãe de perto de mim agora...

E assim eu condiciono a minha vida pelo medo. E por que eu não mudo? Porque eu tenho medo. Tenho medo das pessoas e de ouvir não. Tenho medo de assumir um cachorro que eu tanto quero e não dar conta. Tenho medo de estar em uma sala com pessoas e as pessoas surtarem e começarem a me atacar. Mas alguém no mundo senta do lado de uma pessoa no ônibus e acha que a qualquer momento ela vai tirar uma faca ou te enfiar uma agulha?

Eu subo e desço a escada com medo de tropeçar e cair. Minha mãe disse que eu sou cautelosa, que meu medo é bom. Alguém sabe como é horrível, toda vez que desce uma escada se imaginar lá em baixo sangrando e então opta por colocar a mão no corrimão? Eu tenho medo, mas penso se não seria legal. Diferente é a palavra certa. Aí retomo a consciência e penso que seria só pra chamar atenção, então guardo meus pensamentos e fico na minha. Eu acho que eu tô pirando.

É bom escrever. Tem gente que vai ler e pensar "ai, que saco, que exagero". Eu prefiro não conversar sobre essas coisas com ninguém, ninguém gosta de ouvir, é chato. Se eu ficar muito mais tempo em casa, eu endoido. Acontece que com o medo, as coisas não vão pra frente. Nada dá certo. Eu tenho medo, e ele me prova que eu estava certa, que não daria certo mesmo. E o ciclo não muda e eu fico aqui. Esperando, porque eu não sei o que fazer pro medo passar.

6 de mai. de 2008

A pergunta da semana é...

Ontem o metrô estava de um jeito que eu nunca vi. Parecia o fim do mundo. Pra ajudar, tinha uns carinhas que estavam fazendo zona, incentivando o pessoal a "enlatar" mais ainda na Sé. Não sei porque eu estou falando de ontem, SEMPRE é assim.

E a pergunta é? O que é mais gostoso no metrô?

O cara do seu lado que fica tossindo em você e puxando meleca do nariz e engolindo (devia estar gostoso pra ele), ser empurrado até se sentir sardinha, o bafo quente quando pifa o ar, o pessoal que fede às 6 da manhã, tiazinha cheia de sacola que acha graça na vida de pobre, quando o trem para entre as estações e você sente pincípios de claustrofobia, quando o cara atrás de você acha que pode encaixar e tudo bem, ai ai, são tantas opções...

5 de mai. de 2008

Malditas formigas!

Juro que um dia pensei em escrever um livro com o título "O Fantástico Mundo das Formigas". Essas criaturinhas trabalhadoras, que aguentam não sei quantas vezes seu peso, que fazem suas casinhas e nem enchem o saco que nem pernilongo são realmente fantásticas.

Acontece que há uns anos atrás, as pequeninas esforçadas resolveram tomas conta do pedaço por aqui. Não tinha mais condição de viver, eram elas ou nós. Aí minha mãe usou o detergente como arma e detonou as bichinhas, elas morreram em grupo tadinhas, elas caiam da parede, mas resolveu o nosso problema e isso era bom!

Ultimamente as formigas tem voltado a tomar conta do pedaço. Antes tinha aparecido umas grandinhas na cozinha, mas foram embora com o frio. Aqui no meu quarto a história é outra, justamente nessas últimas semanas é que elas voltaram a aparecer. Não da grandinha, das pequenininhas nojentas.

Eu não descobria a fonte do problema. Estava tudo limpo, não tinha comida por aqui, eu estava tomando super atenção com migalhas e as danadas não saiam de perto. Até na minha cama eu encontrei, mas elas achavam MESMO! que iam conseguir carregar o meu Halls pra dentro da casinha delas, coitadas....

Imprimindo um trabalho ontem, fiquei boba de ver! Conforme a folha saia da impressora, as formigas andavam sobre a folha. Tinha uma porção delas e mais a noite, depois de não conseguir imprimir, resolvi abrir a impressora e tomar uma atitude! Tinha milhões delas! Andando pela impressora, mas com um foco em especial: meu cartucho colorido.

Me dá até aflição de pensar! Conforme eu batia o cartucho sobre o móvel, saia bolinhos brancos (acho que eram as filhotocas) recheados de formigas. Como arma dessa vez, usei o poliflor cinza (o único que posso passar no móvel aqui). Elas iam morrendo e eu descobrindo novos focos, até que percebi que o buraco era mais em baixo. Joguei poliflower em uma folha e mandei imprimir um arquivo. As danadas vinham esmagadas na folha pelo rolo do equipamento.

Hoje não vejo (muitas) formigas no meu quarto. Imprimi meus arquivos com tranquilidade... Mostrei pra elas quem é que manda aqui!!! E elas que fiquem bem espertas, que na próxima, Formibel nelas!


Ah!!! Essa aí de cima é a Dogga, a cachorra parideira.

27 de abr. de 2008

Blogs de quem eu não conheço

Gosto de blogs e ponto. Abomino miguxês, fofuxês, burrês, estrelinhas que rolam sobre a tela, templates de desenhos japurungas, posts hoje eu tomei suco de maracujá e tudo mais que deixa o blog pesado pra carregar e chato pra ler. E abomino hoje, pois meus blogs com a Tata já tiveram quase tudo isso...

Não sou de ficar caçando blogs, comentando por aí, para atrair pessoas até o meu aguardando um comentário. Os mais acessados são mesmo os das pessoas em volta de mim. Em minha (pequena) lista de links, os blogs são de amigos mesmo, mas teve outros três que me conquistaram de verdade e sempre dou uma passadinha pra ver o que há de novo. São eles:

Garotas que dizem Ni

Acho que provavelmente todos os leitores deste blog conhecem as Garotas. Apesar de já ter dançado várias músicas anos 80 bem pertinho das Garotas no Darta Jones, não temos nenhum laço de amizade além de um amigo em comum. Essas garotas têm o dom de escrever bem! Pode escolher um post antigo ou de agora, a diversão é garantida! Gosto do jeito que elas escrevem, são criativas e engraçadas, não importa o assunto. Tem de tudo lá! Nem sei se dá pra considerar como "blog"... Dá vontade de ler comendo pipoca!



Delícias Cremosas

Um belo dia decidi fuçar os links do Danilo. Um deles me chamou mais atenção do que os outros, talvez pela minha tara por comida. Assim foi que achei esse blog. Dilicioso. Amigas que se juntam, fazem uma delícia cremosa, fotografam e contam passo a passo como foi e qual o resultado. Tem informações do tipo "2 colheres de maizena (farinha quebra o galho)", que não se encontra em receitas normais, fora os nomes que geralmente são diferentes, como "Torta *Desacreditada* de Limão". Eu ainda não testei nenhuma receita, mas só de ver as fotos... Hummmmm.


Allison Mack

Ela é a Chloe Sullivan de Smallville e é óbvio que eu não a conheço. O que me chamou a atenção mesmo foi ver como ela é atenciosa com os fãs. Allison posta sempre, conta novidades, fala da vida, responde entrevistas como um videoblog e tem coisas divertidas, como os MackEvents: ela lança um desafio e o público manda os arquivos para que ela escolha o vencedor. O último foi "foto roubando beijo" e o novo é "escolher uma cena de filme/livro preferida, representar e mandar pra ela pelo YouTube". O inglês dela é perfeito e ela é muito fofa!

24 de abr. de 2008

Deus

Não me critiquem e não me julguem, por favor. Tenho que dizer que às vezes, duvido sim da existência de Deus, cujo nome inicio em maiúscula mais pelo nome próprio do que qualquer outra razão.

Há tanta coisa errada no mundo que fica difícil de pensar que tem alguém querendo nosso bem. Fico pensando como é injusto a gente não ter certeza sobre nada e eu gosto de ter certeza. Eu sempre digo, eu, na condição de Cindy, jamais saberei o que aconteceu antes de nascer e o que vai acontecer depois de morrer. Essa resposta eu nunca vou ter... E embora as religiões tentem explicar algumas coisas, só fico mais confusa.

Algumas vezes acredito em reencarnação. Mas que chato novamente pensar que eu, Cindy, não saberei de nada. Acho errado também pensar em voltar pra pagar coisas de vidas passadas, karma e essas coisas... Gosto da idéia de que sou única e que serei eu para todo o sempre.

A ressurreição é bacana. A vida vira passagem e a vida eterna é ao lado de Deus. Aí a gente se reencontra tudo lá em cima e continua cuidando dos que aqui estão. E vive eternamente na paz do senhor. Mas porque aqui tudo tem que ser tão tortuoso?

Tem pais jogando filhos pela janela, filhos matando pais... Muita gente inocente pagando por nada.

São esses os momentos em que duvido de Deus. A gente faz tudo certinho e só toma na cabeça.

Embora eu desconfie, eu afirmo que fé não falta. Eu torço do fundo do meu coração pra que as coisas dêem certo. Eu envio energia positiva e mando boas vibrações pra que as coisas aconteçam. Pra mim e para os outros. E rezo sim, às vezes, pra caso Deus existir, ajudar nos momentos de precisão e aproveito pra agradecer caso tenha sido feito dele.

Se Deus existe, ele me perdoará por não ter acreditado nele. Ele entenderá que é direito meu ter dúvidas... Se ele não existir mesmo, é como diz a Taís, acaba ali. E pra ser bom sincera, é só conversar 5 minutos com ela, que eu compro essa versão, apesar de que não gosto nem um pouco da idéia.

22 de abr. de 2008

Por que eu jogo The Sims?

Tem gente que acha idiota, mas eu acho é muito divertido. Me sinto um deus aqui do lado de fora da tela com todo o poder nas mãos.

Minhas famílias são poderosas, ricas e influentes. Trabalham por prazer e por pura realização. Arrumam emprego na área que querem com uma simples ligação. Eles têm casão e se a casa não é muito boa, eu trato logo de arrumar uns 50.000 emprestados do meu super banco imaginário. Eles se tornam diretores de cinema, astros do esporte, gênios do crime e renomados chefes de cozinha.

Não tem um que não consegue bolsa para os filhos estudarem em escola particular. E as crianças aproveitam a oportunidade, pois na faculdade estão sempre nos primeiros da lista e passam de ano com a nota máxima.

Todos têm muitos amigos e a casa está sempre cheia. Até em The Sims, não se vive sem amigos, pois de acordo com o número de amizades, você consegue ou não receber uma promoção no serviço. Eu que escolho os casais e que resolvo se é a hora ou não de fazer filhinhos.

Tento ao máximo realizar todos os desejos deles, pra que eles fiquem felizes e ganhem pontos. Escolho com cuidado a aspiração, de acordo com o meu humor. Tem dia que é família, outro é popularidade, conhecimento, dinheiro e por aí vai. Com isso é determinado o desejo máximo da vida deles, em que se ganha "bom humor" pro resto da vida, uma vez conquistado o desejo. Quem conversa muito comigo já me ouviu falando "ah, é que eu tenho aspiração por família e você por conhecimento".

Quando alguém morre em The Sims, vem a Dona Morte, e aparece uma jarra no chão com as cinzas e só. Mas dá até pra trocar um par ou ímpar com ela e convencê-la a não levar quem veio buscar. E o Simzinho só sente saudade se essa situação estava na lista de perda de pontos de aspiração. Senão, nem chora direito.

Eu jogo pra que meus Simzinhos vivam bem. Faço tudo que eles querem, sou uma deusa boazinha. E sabe que eu faço quando acontece alguma coisa que não gostei? Saio sem salvar o jogo. Fácil, né? Pena que não é assim mesmo na vida real. E ainda dizem que o jogo simula a vida real...

Se alguém tá jogando The Sims com a gente, tá fazendo tudo errado!


A Família Sheridan

18 de abr. de 2008

. . .

O dia estava lindo. O céu estava azul, e apesar do ventinho frio que batia vez ou outra, o sol estava ali. As nuvens eram fantásticas, branquinhas, pareciam algodão. Tudo até estaria normal, se não fosse uma situação tão não inesperada.

Tenho duas certezas. Uma é de que ele está bem, onde quer que ele esteja. E a outra é de que todos nós estaríamos melhor se ele estivesse aqui. Quantos sonhos não ficaram por se realizar. Ele precisava de mais tempo! Não é justo...

Não entendo o que aconteceu, não entendo o porquê. Às vezes, parece que não aconteceu. Tenho certeza que para a família e todas as pessoas muito mais próximas, tudo mudou desde sexta-feira, mas foi hoje que começou a cair a ficha por aqui.

Hoje foi um dia de lembranças. Todas as vezes que fomos em baladinhas, a festa do pijama aqui em casa, quando ele aparecia pra buscar a Amanda na faculdade, o Hopi Hari, as risadas ouvindo Os Seminovos, nossa viagem pra praia, o jogo do Palmeiras (mesmo sendo são paulino), até o último teatro, em que eles chegaram no último segundo antes de fecharem os portões.

Acho que a gente pode usar o blog pra desabafar de vez em quando, né? Eu não conseguiria falar de outra coisa. Não tenho pensado em muitas outras coisas...

Essa foto de novo, porque é assim que a gente se lembra de você!

Amanda, sempre, para o que precisar. Ninguém além do tempo é capaz de amenizar o que você sente hoje, mas tente encontrar algum conforto nas suas lembranças. E não se esqueça que estou aqui pra conversar, distrair e chorar também.

13 de abr. de 2008

Novidades

Que ruim dizer isso, mas eu não tenho coisas boas para contar. Adoro contar que aconteceram coisas interessantes na minha vida, fico horas me apegando a cada detalhe não importante como a cor da blusinha ou a música da época. Adoro ter um assunto inédito e ficar jogando conversa fora. Adoro falar de mim. Pode falar de você, eu escuto, mas me deixe falar de mim também.

Não há maneira mais espetacular de se conhecer do que falar. Pensar enlouquece e falar organiza as idéias... Temos que ser egoístas de vez em quando.

Às vezes, acho que a falta de novidades boas atrai energia negativa. Ou seja, coisa ruim, puxa coisa ruim e coisa boa puxa coisa boa. Já que a maré não está para coisas boas, vamos tentar mudar o rumo da vida lembrando de bons momentos.

9 de abr. de 2008

A pergunta da semana é...

E eis que resolvi fazer uma greve total das duas coisas que eu mais gostava de comer/tomar. O motivo? Emagrecer um pouco. Eu resistiria? Claro que não... E pra me prender na greve, fiz o voto de São José. Ficar um ano sem comer essas coisas... Começou dia 19 de março, dia do Santo, mas eu comecei 1 mês antes, que como disse minha mãe, foi pra ver se eu resistiria (e eu passei no teste). Quais são as coisas que eu não posso comer? Pão e refrigerante.

Pão nenhum. Não vale pão de queijo, pão de mel, pão de forma, broa, croissant, pão sírio e nem torrada (porque é pão, né?!). E eu estou levando a sério, porque já estou bem ferrada sem castigo divino, promessa é coisa séria.

Minha dúvida na verdade não tem nada a ver com pão. Sendo H2O uma água gaseificada com saborzinho, é considerada refrigerante? Eu tô doidinha pra experimentar essa nova de maça - e água com gás poooodi.

8 de abr. de 2008

Novelinha das seis

Me desculpem se já falei sobre isso aqui (nem lembro), mas ontem foi um dia especial pra mim e hoje preciso comentar.

Gosto de tv, não é novidade pra ninguém. E geralmente, escolho minha programação de acordo com os atores que estão participando. Será que eu sou normal? Espero que sim...

Acontece que, além de combinar atores, eu sou apaixonada por novela das seis. É mágico, não é? Eles sempre conseguem ser criativos na coisa de inventar uns causos diferentes pro mocinho e pra mocinha. Quando comecei assistir Desejo Proibido, achei que não teria jeito, afinal, Miguel era padre! Mas ele desapadrinhou perante o Vaticano, para se render aos abraços de Laurinha, a moça do milagre.

Novela das seis é divertido porque é um de época engraçado. Raros os dias que você não solta umas gargalhadas, seja com a vontade de apagar o fogo na caçarola de Florinda, ou com o Padre Inácio que teve que aprovar uns pecados para viver bem.

Bons atores, novela das seis de época, isso pra mim é diversão garantida.

A minha novela preferida EVER é Cabocla. E por ter gostado tanto, decidi que iria assistir Desejo Proibido. Além de contar com a presença ilustre de Grazi Massafera, tem o Daniel de Oliveira. O problema é que quem se apaixonou pelo amor entre Luís e Zuca, em Cabocla, que mandar Henrique, atual personagem de Daniel de Oliveira, para a fogueira. Aiiii que ódio daquele molequinho insolente dos infernos! Maldito dia em que resolvi assistir essa novela. Acho que eu dava uns tiros do ator se o encontrasse pela rua.

Entretanto, aparentemente a Globo sentiu minhas más vibrações... E tratou rapidamente de passar Cabocla, pra que as pessoas desistissem da idéia de colocar Daniel de Oliveira na cruz. E começou ontem... E eu assisto de novo! E quantas vezes passar! Não só essa, mas assisto (de novo) se passar (de novo) O Cravo e a Rosa, A Padroeira, Chocolate com Pimenta... Ihhh, a lista é longa...

Emerenciana: Que hora ocê vai pra Pau d´alho?
Boanerges: Vou logo cedo, que se o trem adiantá, já tô lá...
Emerenciana: Aaah! Boanerges! Ocê sabe que o trem num vai adiantar, ocê vai cedo é pra ficar de prosa com seus amigos da política...
Boanerges: Mas que que tem de mal nisso? Eu não sou o chefe político dessa gente? Eu não sou o presidente da câmara? Tenho mais é que cuidar dos meus interesses...
Emerenciana: Ainda mais agora né Boagerges, que ocê rapou o bigode pra ficá mais moço. Ai Boanerges, se eu fico sabeno que ocê arrumô alguma espivitada...
Boanerges: Aaaai, mas que diaxo! E eu sô home disso? Já num disse que rapei o bigode porque perdi a carreira com o Justino? E eu não sô home de ficá com esses már pensamento, mas ocê fica aí me atazanano, é capaz de eu arrumá sarna pra mi coçá...
Emerenciana: Mas ocê que se atreva!
Boanerges: Então pára com esse ciume besta, sô!

31 de mar. de 2008

Amigos e amigos

Tem amigos pra rir, pra beber, pra conversar, pra fazer confissões, pra balada, pra um monte de coisas.

Eu sou um tipo especial de amiga. Eu sou uma amiga do tipo melhor amiga. Quer dizer, eu acho né. Porque com o tempo, os amigos pra rir, pra beber, pra conversar, pra confissões e pra balada seguem seus caminhos com a paz do senhor. E perto de mim, só sobrevivem os amigos que também são do tipo melhor amigo.

Gosto de gente que se doa para a amizade, sem ser invasivo e reconhecendo que isso leva tempo. E mesmo depois de a amizade estabelecida, ainda acho estranho o jeito diferente das pessoas de serem amigas. Às vezes fico chateada, às vezes vejo que é só coisa da minha cabeça, afinal, aceitar as diferenças faz parte da vida.

Tem gente que é calorosa, se empenha pra que amizade dê certo e continue. Tem gente que fica na sua, mas sabe que quando precisa, pode contar, tem coisa que a gente não precisa ficar falando. Tem gente que sabe que distância não é motivo pra acabar uma amizade. E a gente percebe com o passar o tempo, quem são os verdadeiros amigos.

Eu acredito que há pessoas que, apesar de não ser do tipo melhor amigo, têm também melhores amigos. Um amigo pra balada pode ser um melhor amigo, não pode? Vai do que cada um espera da amizade.

Pra mim, amizade no começo é como uma semente de feijão plantada no algodão. Pode até não demorar pra brotar, mas é muito difícil de se manter. Ainda sim, qualquer pessoa que tenha se feito um dia importante na minha vida (um bom importante, não mau), eu chamo de amigo com prazer. Mas os amigos que permanecem (que também são do tipo melhor amigo, com as variações), dá pra contar nos dedos de uma mão só.

Eu e a Taís, em alguma aula da Tânia em 2003 (apesar que nos conhecemos no primeiro dia de aula em 2001)

Uns dias atrás, em 2008.

27 de mar. de 2008

Vááá se ferrar!

Não entendo MESMO. A pessoa tem a cara de pau de entrar em um site de relacionamento e não quer que ninguém veja nada? Então sai fora, meu!

Eu estranhei quando tudo começou com "ver quem entra no seu orkut". Não gostei da idéia e desativei. Uns tempos atrás, percebi que fuçar orkut alheio não levava a lugar nenhum e resolvi habilitar a ferramenta novamente. Muito útil, por sinal. Sei quem entra no meu, e que está habilitado, aí eu sei se posso ou não fuçar no da pessoa.

Quando o Sêo Orkut apareceu com essa cachorraiada de bloquear fotos, vídeos e scrap achei mais absurdo ainda. Pra mim, só tem uma explicação. Se bloqueia scrap é porque deve e se bloqueia foto é porque é feio (a).

O pessoal usa de desculpa o perigo que é a divulgação de informações, porém, tenho certeza que esse não é o real motivo do bloqueio. Mais ridículo ainda é aquilo "scraps lidos, respondidos e apagados". Vá te catar, zé mané, se responsabilize pelas suas conversas.

Eu apago? Apago sim. Apago todos os spams, convites pra festas, gatas safadeeenhas e coelhinhos mimosos que são enviados de baciada. E só, de resto, não devo nada pra ninguém. Não marco balada por scrap, não combino horas e locais secretos e não tem encrenca com meu namorado.

PIOR! Acabei de lembrar dessa. Entra o povo pra fuçar no meu Orkut e eu não conheço, né... Aí, eu entro pra ver quem é e a própria pessoa que fuçou tem fotos e sraps bloqueados. Tem sentido isso?

B-L-O-Q-E-E-I tudo! Agora, só os meus amigos conseguem ver minhas fotos, scraps, vídeos (que eu nem tenho). Momento de revolta! Momento de revolta!

26 de mar. de 2008

Nos meus relacionamentos, aprendi que

- telefone, só para o básico e necessário. Longas conversas não fazem bem;
- as demonstrações de sentimentos podem ser maiores ou menores, mas que os sentimento devem ser iguais;
- escrever tantas cartas não equivale a que ter boas conversas;
- se a gente tem vergonha da pessoa, é melhor pular fora logo, porque nunca dará certo;
- ninguém deve mudar por ninguém, mas que o tempo se encarregará de equilibrar as coisas;
- se ver todo dia só passa a ser um problema quando não se quer tanto assim ver todo dia;
- quando achamos que tem algo de errado, quando conversar é melhor que abraçar e beijar, acredite, tem algo errado;
- antes 1 na mão, que 2 voando. E tenho certeza que não fui só eu que aprendi isso;
- caso ele tenha a oportunidade de fazer algo com você, mas prefira os amigos logo no comecinho, não vai muito pra frente;
- ser amada por ele, é bem melhor do que ser amada pela família dele;
- homem toma a iniciativa sim (mesmo dizendo que não), quando está mesmo afim;
- não é possível manter amizade com ex-namorado. Ou talvez eu não queira mesmo;
- a gente chora quando acaba, fica chateado, mas passa logo. Ninguém morre de amor;
- mil vezes prefiro estar só, do que mal acompanhada, claro;
- confiança se sente no coração. E desconfiança e ciúme é só pra encher o saco;
- relacionamentos anteriores afetam muito nos futuros. A gente faz um balanço geral e tenta ser uma pessoa melhor;
- agora sim tenho um namorado fiel e sincero. Agora sim é o que eu queria, o que eu procurava, o que eu esperava. 50% meu e 50% dele. Mas 100% nosso.

24 de mar. de 2008

ETE Professor Camargo Aranha

Passar no Camargo foi a maior mudança que já aconteceu na minha vida até agora. Foi quando aprendi andar de ônibus sozinha. Quando beijei pela primeira vez e onde tive meu primeiro namorado. Lá, conheci minha melhor amiga. Cabulei aula pela primeira vez, arrumei briga com o pessoal da escola. No dia que saiu o resultado, foi quando fiz luzes nos cabelos. Acho que pra sempre, o médio será inesquecível.

Lá, tive professores que ainda duvido que existam de verdade. Desde a Cibele no primeiro ano (que saia pra fumar e falava que ia ver se tinham soltado a filha do Sêo Abravanel) até a Terezinha no terceiro (que era super rígida e no dia da prova, ela saia no meio da aula e colocava uma tia pra ficar tomando conta da gente). Cada figura... Irene chamava os alunos de coió, além de ignorar nossa existência em sala de aula.

O Camargo tinha umas coisas interessantes. O pessoal do A eram os nerds (e estranhos), o B era conhecido como sala Playmobil, porque éramos infantis ao extremo. O C era uma sala de pessoal perturbadas, eles se estranhavam, o D eram os nerds que ficaram nervosos no dia da prova e acabaram passando no D, o E era a sala descolada, todo mundo paz e amor, e o F era a sala dos excluídos que passaram em segunda chamada.

E nós éramos prá lá de infantis mesmo! Mas éramos criativos =) A gente cantava várias músicas inventadas. Tínhamos um super artista chamado Michael. Cantávamos pros professores (Eu quero Tânia, Tânia! 1 2 3 A Tânia aparece e tudo muda de uma vez!), fazíamos paródias das músicas. Uma sobre o B está aí em baixo.... É só cantar no ritmo de Velha Infância.



*Eterna infância*

O Camargo é assim
O "B" é ruim
O povo não tem jeito
Mas o que fazer?
Não dá pra esconder
A gente é bobo mesmo

Não gosto da Terê
Nem gosto de ficar de PP
O Rafael é tão falso comigo
Meu pior amigo é o Schulai
E na escola
Da prefeitura
A gente tem...bagunça!
Guerra de ovo
De mixirica
E a gente tem...bagunça!

Os professores me assustam
Nilséia e o seu minhocão
A Silvia e o chuchuzinho
Denise, rifas e o provão

A Eloísa é assim
Judia de mim
Eu tô acostumando
E o Juvenal
Pega no meu p...é
Agora eu tô gostando

Gostamos do Capitão
Polimeno você é nosso herói
Às vezes achamos meio estranho
Mas você gosta de dá pra nóis

E a gente canta
Na aula da Tânia
E a gente não se cansa
De fragmentar
Patrícia cobrar
Olha o vestibular

O Jõao deu um cabulão
E a Marina chorou no seu sermão
A 1:30 o Marcos começa a aula
Será que eu saio dessa confusão (Será?!)

Pra sempre assim
O "B" está em mim...
Pra sempre assim

Onde será que estão as pessoas do B? Será que elas ainda existem??? Tenho minhas dúvidas...

20 de mar. de 2008

Sabe com quem você parece?

Eu: Deixa eu adivinhar. Com a Ingrid Guimarães?
Qualquer pessoa no mundo menos o Danilo: É!!! Acertou!!! Já te falaram isso?
Eu: Sim! E eu não pareço com a Ingrid Guimarães!

Tá vendo, eu não pareço com ela.


***


Danilo: Sabe com quem você parece?
Eu: Deixa eu adivinhar. Com a Ingrid Guimarães?
Danilo: Não, com a Jennifer Garner.


Essa é lindona, Hollywood, eu até queria parecer de verdade com ela.

***

Esses dias no metrô, uma mulher me perguntou: Você é irmã da Cláudia?
Eu: Não. (Não, minha senhora, nem da Cláudia nem de ninguém. Por sinal, sou filha bem única!!!)


***

Hoje, saindo da academia: Ei, você é a namorada do Dudu?
Eu: Quem é você? (,estranho)
Ele: Sou o irmão da cunhada dele.
Eu: Ah! Oi, tudo bem? (Ufa, essa sou eu mesma)

***
Será que eu tenho um rosto tão comum assim???

18 de mar. de 2008

A pergunta da semana é...

Minha mãe veio me falar hoje que quando ela estiver velhinha, se for uma velhinha chata, pra eu colocá-la em um asilo. Fiquei pensativa... Será que a gente consegue controlar essas coisas? Não o fato de colocar no asilo seus pais, mas ser ou não chato no futuro.

Às vezes acho que serei invadida por uma imensa vontade repentina de viver. Que o fato de não ter mais uma longa vida com grandes expectativas, me deixará com o humor mais animado. Isso é o que eu quero né, mas será que eu conseguirei ser assim? Porque se não for controlável, eu vou dar muito trabalho pros meus filhos com a minha chatisse.

Essa é minha dúvida. Será que a gente conseguirá controlar quem a gente quer ser?

16 de mar. de 2008

Assim mesmo

Muitos concordarão comigo, nada pior que desprezo. Eu não viro a cara para qualquer coisa. Costumo brigar, espernear, falar inúmeras vezes antes de resolver me calar. E eu aviso. Aviso pra que se preocupe quando o meu silêncio ficar em evidência. E aviso quando fico em silêncio. Porque aí, ninguém terá motivos pra dizer que não fui clara o bastante.

Não brigo por grandes coisas. Não chega a ponto de ser necessário. Eu costumo barrar em grande quantidade de pequenas coisas. Tem gente que junta tudo e explode de uma vez só. Eu sou diferente, implico por cada detalhe fora do meu contexto normal. Exijo a linha quase perfeita, mas sei que além das tantas que brigo, tem muitas que faço vista grossa. Imagina se eu fosse implicar por tudo. Eu implicaria, mas não...

Sou chata. Isso ninguém pode negar. Tem gente que é legal, que tudo tá bom. Mas eu sou crítica. Fora que mudo de humor em milésimos de segundos e um simples pensamento transforma pra mim uma tarde de sol em uma tempestade cheia de raios e trovões. Eu levo cada detalhe em consideração... E o pior de tudo, eu nunca, nunca esqueço nada.

Costumo me cobrar demais. Quero que as coisas dêem sempre certo e fico arrasada quando elas não dão. Não quero ser um fracasso e tenho muito medo disso. Como boa aquariana, estou sempre de olho no futuro. Se não há futuro, não há porquê. Não deixo as coisas pela metade, acho errado e, às vezes, terminar as coisas me consome.

Não me orgulho de tudo que sou. Estou muito longe de consertar meus defeitos. E mais longe ainda de ser perfeita. Eu acho que a vida ainda vai me ensinar muito como transformar as fragilidades em armas, mas talvez esse pensamento é só mais uma maneira de buscar a perfeição. Então o negócio é aceitar cada característica e pensar que tenho as ruins e tenho as boas também. E isso que faz de mim um ser humano bem normal.

Como diz a Greyce, o que o berço deu, só a tumba tira.

12 de mar. de 2008

Eu e minha mania de ver filmes repetidos

Sempre que passo em frente a Renata Vídeo aqui perto de casa tenho vontade de entrar e alugar um filme. Às vezes, tenho vontade de escorregar naqueles brinquedos coloridos que tem na locadora, brincadeirinhaaa, mas essa não é a questão. Sempre que vou com alguém, nunca sei o que alugar e fica um grande impasse. Quase sempre a gente sai da locadora sem filme nenhum nas mãos.

Quando vou sozinha, a história é outra. Já cheguei a sair de lá com uns 7 filmes na sacolinha. Mas isso é praticamente uma raridade, já que ao mesmo tempo que eu gosto da locadora, eu geralmente alugo filmes... repetidos.

Por quê será, hein? Acho que filme assistido no cinema é muito mais engraçado, a gente presta muito mais atenção, dá muito mais medo e quando assistimos em casa, perde o encanto. Então, um filme que já é meia-boca, assistido em casa vira filme de terror real. Talvez seja culpa da telona, que tirou todo o encanto dos filmes caçados nas locadoras.

Outro motivo que me faz resistir à tentação é o preço. Meia-entrada custa 7 reais. Sete reais muito bem gastos com aquela explosão de prazer. Na locadora, lançamento custa 4. Não é muito caro? Por isso, filminho da Renata Vídeo aqui em casa só em terças e quartas malucas, cujo preço baixa pra 1,99. Aí sim...

Por causa dessa diferença da telinha e do cinema, quando entro na locadora vou direto nos filmes que já assisti na telona. Me dei conta disso ontem, quando aproveitando a Quarta Maluca peguei "Os Simpsons" e "Tropa de Elite" porque já sabia que eram bons filmes. Filme aleatório, só muito bem recomendado, senão só alugo se eu já assisti! Estranho, né?

8 de mar. de 2008

Grande coisa

Foi o que eu ouvi do meu namorado quando cobrei "eu que devo parabenizar você hoje pelo dia da mulher?". Na verdade, eu só queria fazer uma cena, porque nem eu tinha lembrado do tal Dia da Mulher até descer pro salão em um chato sábado e ouvir uma delas se vangloriando pelo tal dia.

A resposta seguiu e depois de ouvir "todo dia é o seu dia, linda", eu já falei pra ele parar porque estava exagerando. Teve gente aqui que até recebeu flores. Eu já dispenso em datas verdadeiramente especiais, quanto mais no dia das mulheres.

Ser mulher há muito tempo devia ser mais difícil mesmo, mas acho que nossas ancestrais fizeram bom trabalho e até hoje damos vários "iááás" nos caras. Pra ser bem sincera, chega de igualdade. Não quero dividir a conta, quero que abra a porta do carro pra mim e quero cuidar do meu lar.

Não sou contra a independência, pelo contrário, sou totalmente a favor. Por isso, acho que a mulher tem que alcançar o pico logo, ser dona de seu nariz, ganhar seu próprio dinheiro e não só mostrar que é capaz, mas efetivamente cuidar da sua própria vida. Sentir o gostinho de ser capaz e depois, se render a outros prazeres de ser mulher. Cuidar de sua casa, educar seus filhos e encontrar um trabalho que permita que isso se realize. Deixar o homem pensar que manda (faz com que eles se sintam bem) e ter o prazer de saber que quem na verdade manda, é ela.

Ser mulher é especial, quase mágico. Na próxima vida quero nascer animal não racional, mas fêmea. A gente pensa muito mais, faz muito mais coisas ao mesmo tempo e tudo isso sobre o salto e de TPM. Então, não vamos nos dedicar um único dia especial, ora pois.

7 de mar. de 2008

A pergunta da semana é...

Imagina a cena: você é sequestrado e jogado no em um cativeiro no fundo de uma casa velha e lá tem um cachorro. Nem de longe os sequestradores pensam em dar comida pra você, mas pro Totózinho não falta. Minha dúvida é, se acontecesse isso, você comeria a ração do cachorro?

Na verdade, isso veio na minha cabeça enquanto assistia um comercial de ração, Pedigree acho. Mostra como é nutritivo, com molho de carne, cheio de vitaminas, regula o intestino, isso deve ser uma delícia! Perguntei pro meu pai se ele comeria e ele disse que na hora da fome, qualquer coisa vai. Pedi pra minha mãe comprar, mas é óbvio que ela não vai fazer isso, afinal, tudo que eu vejo no comercial, eu peço.

Bom, caros amigos, eu não recuso comida boa e comeria sem pestanejar. A propósito, minha mãe acabou de chegar do mercado com as minhas "Estrelitas" que eu vi no cormercial e pedi pra comprar ( e insisti, porque foi o mais parecido com ração de cachorro que eu encontrei e tem gosto de chocolate).

2 de mar. de 2008

Só salão de beleza?

Nasci praticamente dentro de um salão de beleza. Minha mãe dividia o tempo entre tesouras e mamadeiras e sempre fui acostumada com esse ambiente. Nunca outra pessoa cortou meu cabelo ou me fez depilação. Faço as unhas nos horários que não atrapalha as clientes e ouço de muitas pessoas "ai, como eu queria ter uma mãe cabeleireira".

Sim, de fato, é ótimo. Apesar de que casa de ferreiro... E santo de casa... Mas não é sobre isso que é o post. Todos sabem que em salão, o que mais tem é conversa fiada. E eu achava que era só isso, mas nesses últimos meses, pra levantar uma graninha e não ficar tanto tempo coçando, tenho ajudado minha mãe e percebi que a tal conversa fiada vai muito mais além do que imaginava.

Ela chega cansada, correndo, dá um oi geral e senta pra fazer as unhas. Coloca a bolsa do lado e dá uma desculpa qualquer pela unha quebrada. A partir daí, começa a sessão. Fala-se sim sobre o que tá passando na tv e o que aconteceu no Big Brother, mas as pessoas usam esses momentos para principalmente, desabafar. Contar sobre o filho que anda meio sem jeito, o marido que andou galinhando por aí, os pais que enchem o saco demais.

Acredito que a função mais importante da minha mãe e das manicures é ser boa ouvinte. Elas proporcionam às pessoas aquilo que elas mais querem: sentirem-se mais bonitas e verem realizado aquele momento unicamente dedicado a elas mesmas. E aproveitam pra desabafar, pra dividir as inúmeras alegrias e sentem que alguém está dando atenção. Acho que até, devido à situação, elas ficam mais suscetíveis a aceitar conselhos.

Quantas pessoas eu já não vi entrar pela porta de um jeito e sair pelo menos uns 20 kilos mais leve. Algumas dão uma passadinha e fica claro, que elas só queriam um ouvido e a verdade, que elas sabem, mais tem dificuldade de aceitar. Visitar a cabeleireira ou fazer as unhas vira de repente uma deliciosa terapia. Por isso eu acho que isso aqui é muito mais que um salão de beleza.

Admiro demais o trabalho da minha mãe. Ela consegue realmente deixar as pessoas mais bonitas. E segundo ela, a satisfação não tem preço. Não conheço ninguém que goste tanto de trabalhar como ela.