27 de dez de 2007

Adeus, Ano Velho

Eu não queria fazer um post triste de final de ano. Queria mesmo falar do melhor canal ever que eu descobri na Net, falar de como eu acho um absurdo depois de anos ela ainda fuçar no meu orkut (move on, girl!), queria fazer um top 5 dos presentes mais legais e surpreendentes que eu já ganhei na minha vida e de como estou ansiosa pra que os meus planos pra 2008 dêem certo, mas esses posts ficam pra depois..

O ano velho não foi lá essas coisas. Teve o fim do estágio, a falta de emprego, e só isso já é uma grande parte ruim, porém, foi a única. Eu acabei a faculdade, passei com notas boas e continuei sem provas substitutivas e DPs. Meu namoro continua uma maravilha, os amigos estão sempre por perto e quanto à família, posso dizer que nesse ano foi feita a justiça. Pode até parecer que não, mas 2008 promete.

Então não vou ficar me lamentando. 2007 é um ano ímpar, se é impar, não é bom. Acho que talvez este ano tenha deixado bem claro quem é que vai ter que fazer alguma coisa pra se dar bem, em volta de quem o mundo não gira e que não pegar metrô engorda. Então eu estou preparadíssima, e que venha 2008.

16 de dez de 2007

Sorte, sorte na vida

Ela estava começando a carreira de modelo. Era vistosa, bonita, tinha cabelos encaracolados. O book já estava até pronto. Não ia à escola já fazia uma semana e uma mentirosa disse que tinha a visto jogando vôlei na rua, enquanto curava da catapora. A professora de matemática entrou na sala naquela tarde de outubro da quarta série e nos contou a notícia. Thaísa tinha sofrido um acidente e os médicos estava fazendo tudo que podiam, mas talvez, ela voltaria pra sala de aula sem um pedacinho da perna. Mas que apesar de tudo, tínhamos que ficar feliz e dar força pra ela, pois ela ia precisar de muita.

No dia do amigo secreto, último dia de aula, ela nos fez uma visita. Não teve jeito e ela perdeu realmente uma perna um pouco acima do joelho. Naquele dia, ela não nos deixou tirar fotos, e ela contava a triste história do feriado prolongado e de como ela pediu aos médicos que tirassem a sua vida, mas não a sua perna.

Naquelas férias, fomos visitar a Thaísa. Ela estava fazendo as provas oficiais em casa já que tinha perdido todas. Seus pais estavam se separando e além de tudo, estavam de mudança. Ela colocou essa música que está no título do post e disse que era uma das preferidas dela. Acho que talvez por isso tenha marcado tanto pra mim, não só a música mas toda essa história.

O ano recomeçou, ela apareceu de prótese e de muleta. Andava devagar, fazia curso de pintura e não perdia os passeios da escola, ainda que fosse de calça jeans e brincasse com a gente na balança, resistindo o dia de sol na piscina. Sei que hoje ela já até tem um filho e que apesar de tudo, está muito bem, porque independente de qualquer coisa, a vida tem que continuar.

Às vezes eu acho que a vontade de ficar no sofá é maior, ou que choramingar em ouvido alheio é mais fácil. Mas a realidade é que ninguém supera nada sem tentar reverter a situação, por mais difícil que seja. Outras vezes eu acho que o que falta é sorte. Que o esforço é suficiente, mas que talvez não esteja dando certo por falta de sorte. E lembro que a gente é bem recompensado quando realmente quer alguma coisa, mas não basta querer. Tem que tentar, lutar, dar olé, rezar, fazer macumba, jogar pro universo, dar o máximo, pra aí sim conseguir. Sem se importar com a dificuldade, foco no resultado!

9 de dez de 2007

Assunto particular

Já que ninguém além da Amanda lê isso aqui, acho que posso desabafar um pouco.

Meu avô era uma pessoa divertida. Minha avó estava muito mal quando ele se foi, muito bem e do nada. Foi um verdadeiro choque imaginar o que acontecia por trás daquele aparência que ele mostrava pra gente. Ele ia trabalhar na alfaiataria, cuidava da minha avó e passeava no shopping nos finais de semana. Qual era o motivo de tanto estresse?

Assim que minha avó veio morar aqui em casa, logos vimos. Pra começar com a comida, ela não come de jeito nenhum arroz esquentado. Comida fresca no almoço, comida fresca na janta. Ela não ficava sozinha um minuto porque tinha medo e tivemos que colocar uma cama de solteiro encostada com a cama de casal dos meus pais.

Tenho dois tios, com os quais sempre passamos o Natal. A esposa de um deles disse que só reclamaria caso a minha vó quisesse ficar com ela, que como queria ficar com meus pais, por ela tudo bem. A outra disse que se não fosse pra ficar aqui, que mandasse ela pra um asilo, pois com ela não ia ficar. E assim se passaram dois anos.

Meus tios e meus pais revezavam nos finais de semana, pois minha vó não quer sair de casa e nem ir pra casa de praia. Meus pais queria unir a família, mas meus tios não queriam vir até aqui. Ligam de vez em quando e tudo bem. Meus pais ouviram da minha tia essa semana que há 30 anos ela é obrigada a passar o Natal com a gente sem querer, e que esse ano ela ia finalmente se livrar.

Que idiotice a minha de achar que o Natal era feliz e alegremente comemorado por meus tios. Esse ano passaremos sozinhos. Um outro tio vai passar com a gente, irmão da minha mãe, o que é ótimo, pois queremos estar com eles de coração, tem criança e acho que eles também querem estar com a gente. Mas é tão triste pensar que essa vida inteira foi uma enganação.

Dois anos depois, minha mãe disse pro meu pai resolver a situação. Ou a mãe dele ou ela. Finalmente uma solução sensata, agora minha vó passará um mês na casa de cada filho. Que triste a mentalidade deles de a rejeitarem tanto. Ela deu uma casa pra cada filho, grandes e deliciosos almoços e olha só o que recebeu de volta (não do meu pai!).

Este Natal, meu pedido pro Papai Noel vai ser especial. Quero pedir pra eu tenha sorte com a família do meu namorado, pois eu não tenho irmãos. Quero união na minha família, e não quero jamais um futuro cheio de obrigações. Quero também, quando eu estiver velhinha, ser mais flexível e não fazer muitas exigências. Quero ser agradável para que eu não veja isso que vejo hoje e quero que independente de como eu for, meus filhos queiram ficar comigo. Nada mais triste do que ser deixado de lado.

2 de dez de 2007

Segundaaaa!

Meu time do coração pode até não ganhar.

Mas nada me deixa tão feliz quanto ver o Corinthians perder.

Isso era o que eu pensava antes de hoje, depois de ver ele nem perder, empatar, e ainda sim ser rebaixado.

Ai ai, que gostoso...