7 de set de 2011

Eu antes e depois

Eu sou feliz e tenho tudo que quero e preciso na vida.


Não poderia, além disso tudo ter o meu cabelo de cachão de volta?


E além disso usar minha calça jeans de boca larga, com o meu tênis sem marca nenhuma, com minha blusinha que deixava um pedacinho da barriga de fora e a minha bolsa de lado?


Eu seria mais feliz se pudesse trabalhar assim, mas eles achariam que tenho 16 anos que é a idade que eu tinha quando me vestia assim todos os dias.


Mas quer saber? Era bom. Era muito melhor que essa calça social. E hoje, se mesmo de final de semana eu deixo a barriga de fora, eu me sinto meio 12 anos. Agora, prefiro usar batinhas porque me sinto menos indecente. Mas que eu era bem feliz, não se pode negar.


Para algumas coisas (me vestir, por exemplo) eu não cresci. Nem para me maquiar. Eu nuuunca gostei e faço questão de não passar nem um batonzinho todos os dias. Quanto eu coloco a roupa social todos os dias de manhã, parece uma fantasia. Aquela, definitivamente, não sou eu. É a Cindy responsável (nem tanto), que sabe que precisa fazer aquilo (e não é tão ruim, porque gosta de fazer aquilo) para ter tantas outras coisas e tal.


E hoje, revendo umas fotos antigas, eu percebo como o meu cabelo também participou da mudança. Estava tudo tão no contexto antes dos 20 e agora tá tudo tão diferente. Se tivesse um jeito, eu queria dar um pulinho lá naquela época e fazer uma progressiva só na franja rsrs.


Tá bom, vai. Tudo está como deveria estar.

Meu moleton rosa que ficou pra dormir só.

13 de abr de 2011

Fantasiosidades

Quando se trata de fantasia, tem que ser real.

Como assim?

Simples, pra que eu me interesse por qualquer filme de fantasia, por exemplo, eu tenho que me ver nele. Tenho que sentir que seria possível fazer parte daquele mundo diferente. Eu assisti os filmes do Crepúsculo, mas sinceramente, não me atrai.

Ser uma shining vampirinha definitivamente não está na lista das minhas coisas a serem feitas antes de morrer. Mas pode ter certeza absoluta que se você me disser que está indo pra Inglaterra, com certeza vou pedir que passe em Hogsmeade e me traga um pacotinho de feijõezinhos de todos os sabores.

Meu... Não tem nem o que falar, eu tenho quase certeza que Harry Potter e seu mundo são reais. Tá, antes que alguém ache que eu preciso de tratamento, eu sei que não é real.

Mas pensa, não seria o máximo se fosse real??? Eu atravessaria oceanos para encontrar meu filho se eu fosse um peixe. Eu me vestiria de homem se os Hunos invadissem a China. Eu definitivamente remontaria a porta se a minha criança preferida estivesse do outro lado. Eu seria um brinquedo eternamente fiel à minha criança. Eu subiria uma casa com balões de gás hélio... E essa lista ficaria infinita!

28 de dez de 2010

Cansada de 2010

Eu queria dormir hoje e acordar só em 2011.

26 de dez de 2010

Jingle Bells

Eu amo o Natal.

Quando eu era pequena, ate 4, 5 anos atrás, o Natal era comemorado na casa da minha avó. Não havia uma grande árvore e também não havia papai noel fantasiado, mas havia o cheiro do assado, a mesa gigante em que todos ceiávamos juntos, cereja, o segundo dia do ano em que estávamos com a família do meu pai (porque o outro era a sexta-santa), um avô que amava muito e fazia questão de que todos os seus filhos estivessem ali perto da mesa em que ele era a ponta.

Nós ganhávamos os presentes a meia-noite. Como a família era pequena, todo mundo ganhava presente de todo mundo. Aí no Natal mesmo, a gente carregava todos os presentes pra lá de novo e brincava o dia inteiro. Comia nozes de montão. Brincada de STOP com a tia.

Pra mim, isso era Natal. Eu não pensava em Jesus, nem em lojas lotadas, nem em ter que ser feliz, nem em falar Feliz Natal pros amigos. Queria meu presente e passar um tempo com a minha família.

E então meu avô faleceu e com isso minha avó veio morar em casa. Sem a casa da avó, o Natal foi aqui em casa e meus tios, de má vontade, participaram por apenas mais um ano. Depois, no ano seguinte, estava a minha avó e apenas um irmão da minha mãe (que tem nove irmãos).

Minha avó morreu em 2008.

Não existe mais nenhum dia do ano em que comemoramos com a família dos meus pais. Eles têm coisas mais importantes para fazer.

Nos três últimos Natais, a família da minha mãe (uns 5 tios) passa aqui com a gente. Fazemos um pré-natal para decidir comidinhas e sortear o amigo secreto. Estão aqui os meus tios e tias que mais amo. Os primos que mais amo. A gente dá pequenas lembrancinhas às vezes só para não passar em branco e os presentes, deixamos para o amigo secreto e para as madrinhas e afilhados. À meia-noite, a criança mais nova coloca o menino Jesus no presépio. A gente reza. Temos um Papai noel Boneco em tamanho natural e tiramos fotos agarrando ele. A gente faz contagem regressiva e estoura champagne à meia-noite. A gente conversa, come cereja e nozes. Agora, eu até cozinho! Ainda sim, perto da meia-noite eu fico um pouco triste, porque no meu sentimento, o Natal é um pouquinho diferente.

Eu não ligo se a mídia e os shoppings e o capitalismo blá blá blá. Eu estou feliz no natal porque é um momento meu de agradecer a tudo e todos que eu sinto mas não posso ver por ter uma família maravilhosa e poder compartilhar com eles esse momento. Eu não escrevo um sms e mando pra vários contatos só pra que eles lembrem de mim. Eu simplesmente desejo do fundo do meu coração que todas as pessoas tenham esse momento que tenho com a minha família. Que aproveitem ao máximo.

E o meu sentimento na hora vai mudar. É difícil quando a gente passa muitos anos fazendo alguma coisa, acostumar com outra. Esse agora é o meu novo Natal. É o Natal que os meus primos mais novos conhecem. É o Natal que alguns nunca tiveram. É um Natal sim, muito feliz. E eu amo meu novo Natal com a mesma intesidade que amava o outro, só são sentimentos diferentes. =)

Espero que todos tenham tido um Feliz Natal!

Nós e a Beta que passou o Natal via Skype diretamente dos EUA

15 de out de 2010

Não, não é o do juízo

Hoje, pela primeira vez na minha vida, arranquei um dente que não é de leite.

E não é o do juízo! Ainda tenho os quatro, ufa.

Uma dentista me fez o favor de detoná-lo durante um tratamento de canal, aí ele quebro muito em baixo e nenhum dentista consultado disse que o "pino"+"coroa" ficaria bom. Pois então, o jeito era arrancá-lo fora.

Sempre cuidei dos meus dentinhos (apesar de meus dentes adorarem uma cárie) e não esperava ficar banguela tão cedo.

Fiz um escândalo. Demorei 3 meses pra tomar a decisão de arrancar e hoje, depois uma semana comendo igual a uma porca gorda e da dor de barriga antes de ir para o consultório, sentei na cadeira do dentista e pedi com carinho: "doutora, você promete que vai passar a pomadinha pra eu não sentir a picada???".

Eu não poderia ter escolhido dentista melhor. Acho que ela tem mãos de fada ou algo assim. Eu não senti praticamente nada. Me senti só uma idiota por ter ficado tão ansiosa sem necessidade nenhuma. Não senti a picada da anestesia e nem pressão nenhuma pra tirar o dente.

Depois que passou a anestesia (e deixou de parecer que eu tinha um bife na boca, ou seja, minha língua) não tive dor nenhuma, não inchou nadinha e só ficou uma coisa que o tempo todo me dá vontade de vomitar: gosto de sangue na boca. Arghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Fala sério, isso passa? Porque eu acho que não. Pior que o sangue na boca foi a fome. Eu que vinha comendo que nem uma desesperada, de repente, tive que comer líquidos e coisas pastosas.
Passei o dia inteiro com sorvete e miojo frio (blécate e blécate) e na janta (que já fazia muito tempo após a cirurgia) comi dois pedaços inteirinhos de pizza, não me pregunte como.

Meu, eu estou desessssssssssssperada pra comer! Que horror! Achei que o dente ia ajudar no controle, mas me deixou com mais fome ainda.

Moral da história: não sofra por antecipação, não coma desesperadamente antes de uma fase que você não pode mastigar quase nada e mantenha seus juízos!

4 de out de 2010

Dia 1

Parecia que as escadas rolantes da Barra Funda estavam tão triste quanto eu. O caminho para o Palestra, a viagem para o Wet, as ligações de sinal ruim.

O dia cheirava um cheiro sem cheiro.

Os dedos formigavam de um jeito que só ressaltava a sensação de anestesiamento do corpo todo.

O horóscopo se calou. Parece que respeitou o momento e hoje, só hoje, mencionou o quanto tudo será bom profissionalmente.

O telefone nem ameaçou tocar. Até os spams deram uma trégua.

A pergunta veio várias vezes durante o dia: "Por que você fez isso mesmo?". E a resposta vinha em forma de olhos marejados seguidos de um disfarce sutil.

Muitas lembranças. Muitas coisas que deveriam ter sido lembradas em muitas outras situações para se evitar chegar ao ponto que chegou.

Muitos suspiros. E uma saudaaaade que parecia chegar a queimar a pele.

Um abraço que não veio de ninguém. Não sabemos nada além da nossa própria vida. Nenhum abraço adiantaria e ninguém entenderia.

Um medo do amanhã. Talvez dos próximos minutos.

Talvez a borboleta sinta tudo isso quando a gente ouve a história do casulo.

8 de jul de 2010

Timidez

No fim do teatro, nós falamos coisas que achávamos uns dos outros.

Me falaram como eu falo bem, me expresso bem e sou desinibida e tal quando falava na frente de todo mundo.

Será que nós estávamos falando da mesma Cindy?