28 de dez de 2010

Cansada de 2010

Eu queria dormir hoje e acordar só em 2011.

26 de dez de 2010

Jingle Bells

Eu amo o Natal.

Quando eu era pequena, ate 4, 5 anos atrás, o Natal era comemorado na casa da minha avó. Não havia uma grande árvore e também não havia papai noel fantasiado, mas havia o cheiro do assado, a mesa gigante em que todos ceiávamos juntos, cereja, o segundo dia do ano em que estávamos com a família do meu pai (porque o outro era a sexta-santa), um avô que amava muito e fazia questão de que todos os seus filhos estivessem ali perto da mesa em que ele era a ponta.

Nós ganhávamos os presentes a meia-noite. Como a família era pequena, todo mundo ganhava presente de todo mundo. Aí no Natal mesmo, a gente carregava todos os presentes pra lá de novo e brincava o dia inteiro. Comia nozes de montão. Brincada de STOP com a tia.

Pra mim, isso era Natal. Eu não pensava em Jesus, nem em lojas lotadas, nem em ter que ser feliz, nem em falar Feliz Natal pros amigos. Queria meu presente e passar um tempo com a minha família.

E então meu avô faleceu e com isso minha avó veio morar em casa. Sem a casa da avó, o Natal foi aqui em casa e meus tios, de má vontade, participaram por apenas mais um ano. Depois, no ano seguinte, estava a minha avó e apenas um irmão da minha mãe (que tem nove irmãos).

Minha avó morreu em 2008.

Não existe mais nenhum dia do ano em que comemoramos com a família dos meus pais. Eles têm coisas mais importantes para fazer.

Nos três últimos Natais, a família da minha mãe (uns 5 tios) passa aqui com a gente. Fazemos um pré-natal para decidir comidinhas e sortear o amigo secreto. Estão aqui os meus tios e tias que mais amo. Os primos que mais amo. A gente dá pequenas lembrancinhas às vezes só para não passar em branco e os presentes, deixamos para o amigo secreto e para as madrinhas e afilhados. À meia-noite, a criança mais nova coloca o menino Jesus no presépio. A gente reza. Temos um Papai noel Boneco em tamanho natural e tiramos fotos agarrando ele. A gente faz contagem regressiva e estoura champagne à meia-noite. A gente conversa, come cereja e nozes. Agora, eu até cozinho! Ainda sim, perto da meia-noite eu fico um pouco triste, porque no meu sentimento, o Natal é um pouquinho diferente.

Eu não ligo se a mídia e os shoppings e o capitalismo blá blá blá. Eu estou feliz no natal porque é um momento meu de agradecer a tudo e todos que eu sinto mas não posso ver por ter uma família maravilhosa e poder compartilhar com eles esse momento. Eu não escrevo um sms e mando pra vários contatos só pra que eles lembrem de mim. Eu simplesmente desejo do fundo do meu coração que todas as pessoas tenham esse momento que tenho com a minha família. Que aproveitem ao máximo.

E o meu sentimento na hora vai mudar. É difícil quando a gente passa muitos anos fazendo alguma coisa, acostumar com outra. Esse agora é o meu novo Natal. É o Natal que os meus primos mais novos conhecem. É o Natal que alguns nunca tiveram. É um Natal sim, muito feliz. E eu amo meu novo Natal com a mesma intesidade que amava o outro, só são sentimentos diferentes. =)

Espero que todos tenham tido um Feliz Natal!

Nós e a Beta que passou o Natal via Skype diretamente dos EUA

15 de out de 2010

Não, não é o do juízo

Hoje, pela primeira vez na minha vida, arranquei um dente que não é de leite.

E não é o do juízo! Ainda tenho os quatro, ufa.

Uma dentista me fez o favor de detoná-lo durante um tratamento de canal, aí ele quebro muito em baixo e nenhum dentista consultado disse que o "pino"+"coroa" ficaria bom. Pois então, o jeito era arrancá-lo fora.

Sempre cuidei dos meus dentinhos (apesar de meus dentes adorarem uma cárie) e não esperava ficar banguela tão cedo.

Fiz um escândalo. Demorei 3 meses pra tomar a decisão de arrancar e hoje, depois uma semana comendo igual a uma porca gorda e da dor de barriga antes de ir para o consultório, sentei na cadeira do dentista e pedi com carinho: "doutora, você promete que vai passar a pomadinha pra eu não sentir a picada???".

Eu não poderia ter escolhido dentista melhor. Acho que ela tem mãos de fada ou algo assim. Eu não senti praticamente nada. Me senti só uma idiota por ter ficado tão ansiosa sem necessidade nenhuma. Não senti a picada da anestesia e nem pressão nenhuma pra tirar o dente.

Depois que passou a anestesia (e deixou de parecer que eu tinha um bife na boca, ou seja, minha língua) não tive dor nenhuma, não inchou nadinha e só ficou uma coisa que o tempo todo me dá vontade de vomitar: gosto de sangue na boca. Arghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Fala sério, isso passa? Porque eu acho que não. Pior que o sangue na boca foi a fome. Eu que vinha comendo que nem uma desesperada, de repente, tive que comer líquidos e coisas pastosas.
Passei o dia inteiro com sorvete e miojo frio (blécate e blécate) e na janta (que já fazia muito tempo após a cirurgia) comi dois pedaços inteirinhos de pizza, não me pregunte como.

Meu, eu estou desessssssssssssperada pra comer! Que horror! Achei que o dente ia ajudar no controle, mas me deixou com mais fome ainda.

Moral da história: não sofra por antecipação, não coma desesperadamente antes de uma fase que você não pode mastigar quase nada e mantenha seus juízos!

4 de out de 2010

Dia 1

Parecia que as escadas rolantes da Barra Funda estavam tão triste quanto eu. O caminho para o Palestra, a viagem para o Wet, as ligações de sinal ruim.

O dia cheirava um cheiro sem cheiro.

Os dedos formigavam de um jeito que só ressaltava a sensação de anestesiamento do corpo todo.

O horóscopo se calou. Parece que respeitou o momento e hoje, só hoje, mencionou o quanto tudo será bom profissionalmente.

O telefone nem ameaçou tocar. Até os spams deram uma trégua.

A pergunta veio várias vezes durante o dia: "Por que você fez isso mesmo?". E a resposta vinha em forma de olhos marejados seguidos de um disfarce sutil.

Muitas lembranças. Muitas coisas que deveriam ter sido lembradas em muitas outras situações para se evitar chegar ao ponto que chegou.

Muitos suspiros. E uma saudaaaade que parecia chegar a queimar a pele.

Um abraço que não veio de ninguém. Não sabemos nada além da nossa própria vida. Nenhum abraço adiantaria e ninguém entenderia.

Um medo do amanhã. Talvez dos próximos minutos.

Talvez a borboleta sinta tudo isso quando a gente ouve a história do casulo.

8 de jul de 2010

Timidez

No fim do teatro, nós falamos coisas que achávamos uns dos outros.

Me falaram como eu falo bem, me expresso bem e sou desinibida e tal quando falava na frente de todo mundo.

Será que nós estávamos falando da mesma Cindy?

4 de jul de 2010

Enrolando os estudos...

Eu não acho que a gente tem que ter só notas 10. Um 7 tá bom. Eu nunca fui uma pessoa que aprende as coisas muito fácil, então, sempre tive que estudar pra tirar 10, porque aí eu errava algumas e tirava sempre menos. Se eu estudasse pra tirar 7, com certeza a nota não pararia em 7.

Estudar não é a coisa mais legal do mundo. Eu nunca fui muito chegada, pra falar a verdade. Também é verdade que fazer uma coisa chata uma vez já é chato o suficiente. Sempre tive essa consciência de que se eu não me esforçasse um pouquinho, eu teria que fazer de novo, o que é muito pior que se esforçar uma única vez.

Então assim foi desde o início até a pós-graduação. É chato? É. Então eu vou fazer uma vez só.

Não, eu nunca tirei uma nota vermelha no boletim. Também nunca gostei de faltar porque depois você tem que correr atrás. Nunca deixei de fazer os trabalhos porque eles garantem boa parte da nota. Nunca fiz uma prova substitutiva na faculdade. Nunca fui uma nerd. Eu ouço algumas pessoas contarem que tipo, estudam de final de semana, mesmo sem ser época de prova e tal. Eu? Jamais! Só na noite anterior ou no dia da prova.

Como eu disse, estudar não é a coisa mais legal do mundo. E você não precisa tirar 10 sempre ou ser o melhor aluno da classe. Mas você precisa ser esperto o suficiente para se livrar das coisas chatas o mais rápido possível. Nem que isso signifique fazer um trabalho muito chato ou prestar atenção em uma aula chata...

Se a gente prestar atenção com carinho, vai ver que também nem tudo é tão ruim assim. Alguns assuntos são mais interessantes que outros. E algumas coisas são essesciais. Você já está ali mesmo. Aproveite um pouquinho.

23 de jun de 2010

Pessoas

São poucas, mas morreríamos por elas.
Algumas a gente ama.
Muitas a gente gosta.
Outras tantas a gente tolera.
Tem as que a gente não gosta.
Mais umas que a gente odeia.
E sempre tem pelo menos uma fdp. Que nem precisa falar.

17 de mai de 2010

Estar contido.

Que grande bosta é ter que conter os pensamentos, para que eles não saiam correndo pela boca, lingua a fora, relatando tudo que passa dentro da grande cachola.

Eu faço um esforço tamanho elefante todos os dias. As pessoas, eu não sei se se contém quanto a mim. Acho que às vezes sim, às vezes não.

Mas tem coisas que são óbvias. Nessas, eu sou boa! Nas óbivas e nas regras. E quando eu vejo regras quebradas, eu não gosto, me incomoda. Pessoas chatas me incomodam. Pessoas folgadas me incomodam.

E a luta diária é essa. Ter que every single day respirar fundo e pensar "relevo". Relevo p*ta que o pariu. Às vezes, eu dou das minhas e não consigo esconder (minha cara geralmente não esconde nada), mas a verdade é que no nosso dia a dia, todos os dias, temos que nos conter. Nos controlar. Ser mediadores do que acontece e do que a gente pensa.

E isso é um saco.

9 de mai de 2010

Trecho

"E isso aqui não é terapia!"

Pró-ser - Ariane (a professora de Teatro para quem não quer ser ator)

Ótimo, tudo que eu menos queria era terapia.

Nota mental: ande com os pés "feitos" e chulé free, nunca se sabe quando vão te mandar ficar descalço e reparar nos pés dos outros (o que faz com que os outros reparem nos seus).

3 de mai de 2010

Caos!

Meu primeiro passeio sozinha (adults free) de ônibus foi no final da sexta série. Eu tinha 11 anos e fui ao shopping com a Daniele, a Adriana e uma amiga da Dani. Nós assistimos Lenda Urbana e pagamos meia no cinema, no filme que tinha a classificação de 14 anos. Ninguém perguntou quantos anos tínhamos.

Mais tarde, com uns 15 anos, eu levava todos os meus primuxos lindos de 7/8 anos ao shopping. Nós pegávamos o ônibus e íamos passear, comer no Mc e assistir filme. Minhas tias confiavam inteiramente e eu só não levava todos de uma vez porque eles eram danados, mas sempre ia com todos.

Minhas tias demoraram muito para deixar que os meus primos saíssem sozinhos com os amigos. Acho que só com uns 13, 14 anos. Ainda sim com muito custo. Hoje, que elas têm 15 anos, as tias não deixam por nada na vida, que elas levem as menorzinhas de 7 ou 8 anos para passear sozinhas. E pra ser bem sincera, eu também tenho medo de levar as pequenininhas hoje em dia.

Elas, as tias, dizem que hoje eu tenho medo porque tenho muito mais noção do perigo e das coisas que podem acontecer. E que a situação nas ruas hoje é mais perigosa também, para que as "médias" saiam sozinhas com as "pequenininhas".

Eu estava pensando por que será, né? Será mesmo que hoje eu tenho mais responsabilidade ou será que tudo está mais perigoso de verdade?

Há muuuitos anos atrás, quando comemos muito McDuplo e assistimos Os Incríveis

Olha que adullltas elas estão agora

28 de abr de 2010

Acontece

Eu odeio o metrô.

Acho tedioso e apertado e tudo aquilo que todo mundo já sabe.

Sabe talento natural? Eu tenho talento natural para ouvir conversa alheia. É quase como um hábito. Depois de muito trabalho e esforço, consigo bloquear algumas vozes da minha mente (por sentir que a pessoa não gosta de ser ouvida), mas em metrô a gente não sente nada além de calor e aperto, então, eu ouço e presto muita (muita!) atenção em conversa alheia.

Aí, terça passada, estava eu passando pela Bresser quando entrou uma redondinha no metro batendo papo com outra moça (redondinha mesmo, tipo, era uma gordinha muito redondinha). Depois de reparar como ela soube aproveitar o espaço disponível, comecei a praticar meu talento natural. E o assunto estava tão interessante que o tempo foi passando rápido, mas me ajeitei pra descer na próxima estação na frente da porta. Quando a porta fecha, eu olho pra plaquinha vermelha (laranja, pros meus olhos) e aquela era o Tatuapé.

(cara de um c* dentro do outro - como diria a Amanda outra)

Pra quem não costuma pegar metrô, a sequência é Bresser, Belém, Tatuapé, Carrão. Eu desço no Tatuapé. Pois acho que a gordinha deve ter comido o Belém, porque eu juro que eu não vi ele passar. Deus podia ter me dado o talento da desinibição, pois bem, me deu o de ouvir conversa alheia.

Aí desci no Carrão, dei uma pirueta e peguei o metrô de volta do outro lado.

Lá lá lá, ninguem viu, ninguém viu...

26 de abr de 2010

Frustração

Ou eu mato a timidez ou a timidez me mata.

23 de abr de 2010

Shows que marcaram

Óbvio que eu não sou a maior especialista do mundo em shows. Fui a alguns e tenho as minhas preferências. Vim aqui contar alguns fatos que marcaram:

CPM22
Não foi nem de longe o melhor show, mas foi divertoso. Ainda antes de começar, o fato que marcou foi mesmo o master tombo da Tata com a massa de pessoas que se movimentavam juntas de um lado para o outro. Eu estava lá, firme e forte, e quando olho pro lado quem está com as pernas pra cima??? Sim, Taís.

Kid Abelha
Fui duas vezes no show Pega Vida do Kid Abelha. Da primeira marcou porque a Taís jurou que preferia rasgar o ingresso que tínhamos a mais a me deixar levar o namorado da época. E uns meses depois, o meu atual namorado comprou os ingressos pra nós dois assistirmos o show. E foi tããão romântico. Foi exatamente no dia que completamos um mês de namoro.

Biquini Cavadão
Eu conhecia algumas músicas, mas não tantas. Achei que o show seria chato, foi no playcenter e eu já estava meio cansada. Acontece que o show acabou sendo meio... particular. Estava bem vazio, a gente ficou muito perto e eu, de verdade, nunca vi alguém pipocar tanto pra lá e pra cá. Foi sim o melhor show nacional que fui até hoje.

OASIS
Melhor show internacional. Enquanto os irmãos se preparavam para o "bis", todas as pessoas daquele estacionamento do Via Funchal, molhadas ou com capinhas de chuva, chacoalhavam os braços para cima cantando juntos "So don´t go away, say what you say, but say that you´ll stay, forever and a day in the time of my life, cause I need more time, I need more time just to make things right... Don´t go away...". De lembrar, a cena ainda me arrepia. Emocionante.

Madonna
Eu vi de longe e fiquei um pouco decepcionada por isso. Mas foi lindo anyway. Uma coisa é você cantar "Life is a mistery, everyone must stand alone...I hear you call my name, and it feels like... hoooome" sozinha no quarto. Outra coisa é gritar com a Madonna! Me fez lembrar de quando eu ouvia aquele cd prateado de bolinhas azuis do meu pai e ahhh, como eu gostava! Foi show!

20 de abr de 2010

Quemesse

Aqui na Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração começa a quermesse nessa semana, dia 25/04 a partir das 18h30. A partir desta data, todos os sábados e domingos até a ultima semana se maio.

Vale a pena para quem está por perto. Vai até 11h00 no sábado e de domingo, começa às 18h00 e vai até 22h00. Tudo de comer aqui é gostoso! Tem... batata-frita, tempurá, pizza, fogazza, churras, caldo verde, canjica, vinho quente, quentão, cachorro-quente, crepe, frutas com chocolate, bolos, hamburgues, salgados, pastel e... BINGO!!! Todo mundo gosta de bingo. Tem uma mini baladinha pra molecada e só para as crianças que não tem muitas atividades, deve ter um pesca-peixe, pelo que me lembro.

No site www.santuariodemaria.com.br tem os detalhes e endereço.

Muito bom, vale a pena! A quermesse daqui é muito boa. Ah! A Igreja está aceitando doações para a quemesse. Depois das missas eles entregam umas sacolas (para quem quer ajudar), indicando o que é necessário para a doação (na minha sacola veio pedido farinha e leite condensado). Não sei se tem outra maneira de pegar a sacola e ajudar na quermesse. Mas sério! Esta adoro essa quermesse! Se não me engano, você paga cinco reais para entrar e consome 3.

Participem!

16 de abr de 2010

Good times

Se tem uma época que sinto falta, é do Camargo.
Não vou dizer que é da adolescência ou dos 14 aos 16 anos, mas sim, do Camargo.
Vinda de uma escola particular pequena, fiquei meio maravilhada quando entrei na escola de muitas salas e corredores, salas ambientes, professores despreocupados, longe do que eu gostaria em relação aos estudos e mais do que eu imaginava. Vai, quando entrei eu não tinha muito noção de como seria. Não sabia direito o que esperar.

Mas quando penso (e eu penso muito, porque eu penso muito sobre tudo), sinto saudade do chão frio da arquibancada à deliciosa esfiha quentinha de calabreza da cantina. Daquelas carteiras pequenas grandes, daquelas lousas brancas, daquelas pessoas que tinham a vida inteira nas mãos. Sinto saudades da Tânia ao Kazuwo. Saudades dos que amei e também dos que odiei. Dos assuntos, daquela tarde que ficamos assistindo as torres gêmeas do auditório.

Dos banhos de chuva nas aulas de educação física, do livro verde de português, das maçãs que eu ganhava da Débora. Da menina de pintinhas, da nossa peça de teatro, da montanha russa que tentamos fazer pra aula da professora Sibele. Das torcidas organizadas de futebol, das aulas de trigonometria da Irene e das provas de química que eu fazia pra Tata. De emprestar o livro de física.

Do ônibus elétrico nas idas e principalmente nas vindas. Dos almoços com amigos (porque eu ODEIO almoçar sozinha), das polêmicas provas da Eloísa, de sentar em ordem numérica na aula de física. De todos os apelidos que os professores colocaram na gente. De coió a playmobil, passando por xuxuzinhos e xuxuzinhas.

Do frio na barriga. De cantar I will survive bem alto. De aula vaga. De esperar alguém entrar pelo portão. De bolo prestígio. Das músiquinhas do B. Do 1º, 2º e 3º MB. Do B, MB, I. Do perfume, como eu gostava do cheiro daquela escola. Das rampas. Da Marli e da Tia Cris. Da escovação de dentes coletiva no banheiro. Do que eu sentia o tempo todo lá. Das pessoas que não gostavam de mim. Das pessoas que eu não conhecia e não conversava.

Da blusinha branca com um CA enorme atrás. De tudo que a gente imaginava e que era, ou não. De chegar na sala e colocar as três ou quatro primeiras carteiras de lado, pra gente ficar mais pertinho. De mochila, calça jeans e all star. De bolacha de uva. De blogs e muitos blogs. Das tribos que na época não eram todos EMO. Da formatura e do vestido azul. De tempo. De tudo.

Eu poderia ficar aqui descrevendo milhões de coisas das quais sinto falta. Mas tá tudo aqui, comigo.

13 de abr de 2010

Trecho

"Talvez se você falar devagar, eu entendo rápido"

Ou alguma coisa parecida.

Comer Rezar Amar - Liz Gilbert (que talvez tenha copiado de algum outro lugar, mas o que importa é que foi lá que eu li. Mas ela falou dizendo "como ele diz pra mim, eu disse a ele".

Ou alguma outra coisa parecida.

Talvez seja:

Comer Rezar Amar - Liz Gilbert dizendo para o Felipe, o brasileiro, o que ele dizia pra ela.

Como preferirem!)

8 de abr de 2010

Motivos para não perder um episódio de Grey´s Anatomy

-Tem o Patrick Dempsey, o McDreamy. Ele não é chamado de McDreamy à toa. Mas não é por ele que assistiremos Grey´s Anatomy. Vamos assistir então por ele:


Este é Dr. Alex Karev (Justin Chambers), o mais chato. Mas assim, depois de umas temporadas, ele fica tããão mais bonito. Ele é um estúpido, grosso e chato, encantadoramente sexy. Principalmente quando tira a camisa para segurar bebês ou quando ele casa com a ... bééééééééhhh. Não vou contar! Mas believe me! É um ótimo motivo.

- Elas podem até parecer duronas, mas são umas drama queens. Tá, é um seriado de drama, mas quem está envolvido na história, ri pra caramba, se diverte e chora pra caramba também, claro. Não tem como não se divertir vendo a Cristina brigar por cirurgia ou a Izzio chorando por mais um envolvimento com um paciente.

- Os casos médicos são sempre interessantes. MUITO diferente da novela das oito, apesar das histórias e dos envolvimentos de internos e atendentes, todos os episódios de casos que prendem MUITO a atenção. Juro, até meu pai assiste Grey´s Anatomy (e não é por causa do McDreamy).

- A idéia é um pouco diferenciada de E.R. Eles são internos de cirurgia. E acompanhamos as transições para Residência e os Atendentes. As escolhas pelas especializações e sobre "o quanto elas dizem sobre você".

- A amizade entre Meredith e Cristina é realmente admirável. Meredith is Cristina´s person and Cristina is Meredith´s person. Mas elas tem uma amizade engraçadinha do tipo "we don´t hug".

- Gosto do jeito que eles usam algumas expressões. Por exemplo, "seriously??". Temos conversas e conversas com "Seriously!". Ou apenas com Seriously.
"Seriously????"
"Seriously!!!"
Além disso, qualquer conversa mais sentimental vira um McLove com o McDreamy na McHouse onde tem um McDog


E se acharem, uma dessas por aí, pode me comprar que eu dou o $$.






- Não que seja um motivo, mas vai saber... A pegação é geral. Todo mundo já ficou com todo mundo e até a mulherada entra na dança. Mas não fica uma coisa vulgar, sei lá.

Ah, eu assisto porque é legal e eu gosto MUITO.

Iz, we´ll miss you!

6 de abr de 2010

Trem novo na linha vermelha já!!!

Todo dia, é uma verdadeira luta.

Pego lotação cheia, chego no metrô, pego metrô cheio, chego no ônibus, espero até poder sentar. Isso para evitar o caminho lotação+metrô+trem+trem+ônibus. Gasto diariamente duas horas para chegar ao serviço. Para voltar, se eu tiver sorte, demoro duas e meia. Quase sempre, três.
É uma briga diária entre cotoveladas e lugares e apertos. Essas quase 5 horas diárias me cansam muito mais que as 8 horas de trabalho mais o almoço.

"Vão abrir uma nova estação na linha verde" ou "A linha amarela promete". A menos que criem uma ligação direta entre a Vila Formosa e o Jaguaré, não resolve meu problema. Às vezes, eu tenho umas aventuras na volta pra casa e arrisco caminhos alternativos, mas só me faz ficar com mais raiva quando comparo a luta que é na Barra Funda, pela tranquilidade na Vila Madalena. Esse pessoal da Vila Madalena e da linha verde precisa MESMO desse metrô novo? Por que nós, usuários da linha vermelha passamos MUITO calor, enquanto eles congelam (e olha que eu não sou de sentir calor, hein?!). Fora o espaço, o conforto e a beleza interna do trem palmeirense. Ou vocês acham que nós estragaremos seus belos trens?

Na Barra Funda ainda não são todos os trens que param. Para um, passa um. Para um, passam dois. Diz a lenda que eles param na República, Anhangabaú e Sé, mas eu nunca, NUNCA peguei um vazio quando estava nessas outras estações. Sempre vou apertada, segurando a respiração e tomando cuidado com os encaixadores que ficam atrás de meninas indefesas.

Aí vem a careta. E faço careta mesmo. E o infeliz comenta: "tá achando ruim pega um táxi". Ahhh, meu filho, daria tudo pra pegar qualquer coisa que não tivesse você atrás de mim. Se eu fosse rica, ia de helicóptero, mas como sou classe média (pobre), lá estou eu, todos os dias, enfrentando a batalha do transporte público.

Talvez a linha verde melhore mesmo. Aí, eles precisam criar uma linha que leve o pessoal da ZL da redondeza pra Anhaia Melo, porque por aqui, só chego em uns 3 metrôs da linha vermelha. Facilitaria, em partes, a minha vida.

Sabe outra coisa que facilitaria minha vida? Se vocês dessem aulas de bons modos pro pessoal do Brás. Engraçado como todas as pessoas são as mesmas. No trem pra Itapevi não tem confusão, mas os trens que deixam o pessoal no Brás, aff, eles sobem na neurose pra entrem no metrô. Parecem loucos.

Tenho mais uma sugestão. Onganizadores de metrô. Podia ficar uma pessoa lá dentro dos vagões orientando o pessoal a se organizar, porque cada um fica onde quer, eu que não desço na Sé sou jogada pra fora porque, simplesmente, todo mundo quer ficar perto da porta e te impede de chegar ao corredor. Cabem quatro pessoas médias, dois pra um lado e dois para o outro. E sem empurrar ou apertar. Mais organização interna, facilitaria muito.

Agora sugestão boa mesmo é essa: coloquem o trem novo na linha vermelha já! AGORA!

1 de abr de 2010

Eu, Cindy, admito que...

Acredito sim em Deus.

É um assunto complicado esse de acreditar ou não em Deus, ter fé ou não, e como tudo muda na vida da gente.

Da mesma maneira que eu hoje, admito que sim, acredito, há uns anos atrás, eu admitiria que não, não acreditava. Mas o que me fez mudar? Que bom que algumas pessoas simplesmente acreditam. Eu não acreditava. Comigo o processo não foi natural.

Acho que, no fundo, eu sempre acreditei. Mas me revoltava. Porque não tinha resposta para algumas perguntas chaves para uma pessoa encanada como eu: de onde viemos e pra onde vamos. E a pergunta chave pra Deus: por que esconder tudo isso deixando que a gente viva cegamente.

Tive duas grandes perdas na minha vida. Uma inesperada e outra esperada, doída e quase desejada. O choque da inesperada me fez pensar. Eu e meu avô nem nos despedimos. Às vezes, conversamos em sonhos, mas eu comecei a pensar seriamente em encontrá-lo mais pra frente. Gostei da idéia. Já com a minha vó, depois de ver a situação em que ela estava, eu pedi para Deus para que se fosse melhor para ela, que a levasse, pois ela não merecia sentir o que estava sentindo. Eu me despedi da minha avó. Foi só encostar nela na UTI que ela, que não demonstrava nada e nem reagia a nada há dias e nem mais nenhuma vez depois daquilo, abriu os olhos e me olhou. A gente se entendeu.

Acho que a perda da minha avó, eu não conhecia de verdade o que é saudade. E não é uma viagem, um dia sem o namorado. Dói. Lembro da minha avó várias vezes durante o dia. Em várias situações que nem sei e me pego pensando nela. Quando viva, eu não imaginava que seria assim quando ela não estivesse mais comigo. às vezes eu chego em casa achando que ela está ali. E quando me deito, ainda acho que ela vai chamar ou que sei lá. Enfim, que está ali.

Foram as perdas e a saudade que me fizeram procurar Deus, e perdoá-lo. E confiar nele. Peguei de uma vez por todas, todas as minhas inseguranças em relações às questões existências e questionamentos e revoltas e resolvi simplesmente acreditar. Sem esperar respostas. Por que o conforto de acreditar em algo superior me preenche. Tapa os buraquinhos. Me satisfaz.

Minhas respostas, de uma maneira ou outra, vieram. Acredito no que me é mais conveniente acreditar. Acredito no que me acalma. Agora eu vejo que sei tudo que preciso saber e entendo que para tudo tem o seu tempo. Assim, eu rezo. Nas nossas conversas, eu agradeço por tudo, questiono, peço também e me sinto protegida. Aconteça o que acontecer, sozinha eu não estou.
E chame como quiser, Deus, universo, você mesmo. Eu acredito.

29 de mar de 2010

Como assim vocês não conhecem a Mari???



Absurdo vocês não conhecerem a Mari, hein?
Eu lembro de ter assistido muitos programas dela. Pelo que li aqui, era de uma emissora que já não existe mais (ou só não tem mais em São Paulo, não me aprofundei nas pesquisas). O programa que eu assistia era esse mesmo, Tudo por Brinquedo e eu sempre quis um cofrinho daquele! Era tipo o prêmio de consolação das brincadeiras, tinha os prêmios melhores, mas todo mundo levava um cofrinho.

Só pra vocês verem que não é fruto da minha imaginação!

27 de mar de 2010

Por que eu gosto tanto de Melissas?

Primeiro porque quando eu era pequenininha, eu tinha um pezão. Pequenininha??? Eu nunca fui pequenininha. Quando eu era mais nova, eu tinha um pesão. Isso significa que com uns 8, 9 anos, quando eu ainda era um bebê, louca para usar as sandálinhas plásticas da Xuxa, da Eliana, da Mari e de sei lá mais quem, eu não podia, porque só ia até 32 e eu já tinha passado dessa fase.

Segundo porque eu odeio, ODEIO sapatos chiques. Esse de bico fino, sociais que também custam uma fortuna. E não dá pra usar tênnis todos os dias. Gosto de sapatinhas. E Melissas (principalmente as sapatilhas) vão muito bem no meu pézinho de pisada torta. Não machucam, pegam a forma e são lindas!

28 de fev de 2010

Pula a fogueira, iá iá

Ontem, comentei com o meu pai que estou com saudades de quermesse, vinho quente, bingo, fogazza de muzzarela com pedacinhos de tomate, caldo verde, pinhão, trancinhas e que esses indícios de frio, dá mais vontade de que chegue logo junho. Aí ele me fez uma pergunta simples que me fez pensar: "não dá pra aproveitar essa época do ano e quando chegar a outra, aproveitar a outra?".

Na verdade, daria. Mas não, não dá. Porque a outra é muito mais gostosa que essa. Aniversariantes de março que me desculpem, mas sejamos sinceros. O que tem pra se fazer em março? Você não sabe se coloca a blusa de frio ou vai de regatinha mesmo. Não tem nem um mísero feriadinho pra aproveitar. E quando digo mísero feriadinho, falo sério. Nem de final de semana o filho da mãe cai! Ou seja, março é boring.

Eu gosto muito, muito mesmo de duas épocas do ano. O Natal e Festas Juninas. No natal, tem a maior preparação para.... uma noite. Uma noite feliz! Mas não deixa de ser uma só. Agora vamos colocar em números. A quermesse aqui na rua de casa é muito boa! E eles fazem antes pra "estender" a época maravinhosa. Então temos quermesse em todos os sábados e domingos de... MAIO (isso se não começar no último de abril)! Aí quando chega junho, tem as quermesses de todos os outros lugares pra ir! Fora que todas as comidas típicas são deliciosas e tem várias festinhas de todas as escolas da primaiada. Viu! A gente nem se atenta aos feriados!

Eu sou uma pessoa natalina, Papai Noel que me perdoe. Mas estou realmente ansiosa para a chegada das deliciosas comemorações dos São Pedro, Santo Antônio (uhuu!) e São João. São João... Acende a fogueira do meu coração!!! O balão vai subindo vai caindo a garoa...