Se o ônibus passa e eu estou atravessando a rua, é só olhar pro horizonte quando chego no ponto que lá vem mais um. Eu não sei de quanto em quanto tempo passa esse ônibus, mas prefiro pensar que passa “quando a Cindy precisa”. Como toda regra tem sua exceção, na volta pra casa, por volta das 10:40, ele nunca passa! Ou melhor, passa, mas demora muito.
Pego esse mesmo ônibus desde fevereiro de 2001 e alguns criticam, acham que ele é lerdinho, mas eu adoro! O Elétrico, como é conhecido por aqui, tem suas figuras como “o homem de óculos”, o “trakinas” e o Ubirajara, cobrador que não cala a boca por nada!
Foi nesse ônibus aí que me escondi na época de trotes da escola, que se esconderam quando nós já estávamos no segundo ano loucos por bixos. A Taís uma vez gritou jogando truco e o cara atrás dela fez um barraco. Teve até uma outra vez que saímos as 5 e meia da escola e só chegamos umas 8, porque estava sem energia.
Que coisa idiota, né? Um post sobre o ônibus! Mas é que a mimada aqui dificilmente colocava as asinhas pra fora de casa. E comecei indo pra escola, fazendo bagunça, enriquecendo as amizades, conhecendo pessoas. Tudo no elétrico, há muuuito tempo.
Legends from the Sky (2015)
Há 11 anos
